MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, recomendou ao presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que assuma a responsabilidade que cabe ao seu país na luta contra o crime organizado, depois que ele declarou os cartéis mexicanos como “alvo militar”.
“Cada um que cuide da sua parte; a Colômbia que cuide da sua parte. E nós cuidaremos da nossa parte (...) que ele lide com as questões lá”, disse Sheinbaum, para quem “as diferenças políticas” entre um projeto de país e outro não deveriam prejudicar a cooperação entre os Estados nesse tipo de questão.
Sheinbaum destacou que “há colaboração e cooperação com a Colômbia há muito tempo” e não apenas desde que Gustavo Petro assumiu a presidência. “Existe uma relação entre as Forças Armadas da Colômbia e as Forças Armadas do México, e há mecanismos de colaboração; isso existe”, afirmou ela em entrevista coletiva.
As palavras de Sheinbaum fazem referência a algumas declarações de Abelardo De la Espriella, quando ele ainda era apenas um candidato às eleições, nas quais advertia “os cartéis mexicanos que estão no Cauca” e ao restante dos “bandidos” que operam na Colômbia, que ele declararia como “alvo militar”.
“Todo esse sangue que vocês fizeram o povo do Cauca perder e que derramaram, vou cobrar gota a gota. Com esses bandidos, não terei nenhuma consideração”, ameaçou, em linha com o que disse nesta quinta-feira ao receber os atos que o credenciam como presidente eleito da Colômbia.
“Aquelas pessoas que estão à margem da lei têm um mês para cair em si e se submeter ao Estado de Direito. No meu governo, não haverá ofertas generosas”, disse ele.
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