Europa Press/Contacto/Carlos Santiago
MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, solicitou aos Estados Unidos “provas contundentes” depois que o Departamento de Justiça acusou formalmente o atual governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e outros nove funcionários estaduais de tráfico de drogas por supostamente colaborarem com o Cartel de Sinaloa.
“Nós não protegemos ninguém. Tem que haver provas, tem que haver documentos com base em nossa legislação que demonstrem a culpa de uma pessoa. Se essas provas não existem, a pergunta é: qual é a motivação?”, questionou a mandatária nesta quinta-feira durante uma coletiva de imprensa.
Nesse sentido, ela reiterou que o sistema penal mexicano exige “provas contundentes” para emitir um mandado de prisão. “Isso nunca havia ocorrido antes na história, que o Ministério Público ou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitasse um mandado de extradição de um governador em exercício ou de um prefeito em exercício”, argumentou.
Sheinbaum reiterou que, com base nessas provas, a Procuradoria-Geral da República (FGR) teria que emitir seu parecer ao Ministério das Relações Exteriores sobre as acusações para que, por sua vez, esse órgão possa informar as autoridades dos Estados Unidos a respeito.
Além disso, criticou os Estados Unidos porque, de acordo com os tratados internacionais, “deve haver um elemento de confidencialidade”. “No entanto, eles publicam esse documento. Fazem um relato muito extenso, escrito (com as acusações)”, disse ela.
“Não vamos permitir que nenhum governo estrangeiro venha decidir o futuro do povo do México. O artigo 39 da Constituição é muito claro: a soberania emana do povo”, acrescentou, embora a presidente não tenha se pronunciado quando questionada por um jornalista se isso responde a uma motivação eleitoral por parte do governo Trump.
Segundo a acusação, tanto o governador quanto os demais altos funcionários mexicanos participaram de uma “conspiração corrupta e violenta de tráfico de drogas com o cartel para importar grandes quantidades de fentanil, heroína, cocaína e metanfetamina do México para os Estados Unidos”.
Entre as funções desempenhadas pelos acusados figuram a suposta proteção dos líderes do cartel contra “investigação, prisão e julgamento”, bem como a transmissão de informações “confidenciais” sobre as forças de segurança e o Exército mexicanos à quadrilha criminosa para “facilitar” suas atividades criminosas.
Além disso, de acordo com o documento, “ordenaram a membros de agências policiais estaduais e locais” que “protegessem carregamentos de drogas armazenados no México e em trânsito para os Estados Unidos”, ao mesmo tempo em que “permitiram que membros do cartel cometessem atos de violência brutal relacionados ao tráfico de drogas sem sofrerem consequências”. Tudo isso em troca de grandes somas de dinheiro.
O governador de Sinaloa rejeitou as acusações em uma mensagem publicada nas redes sociais, afirmando que “carecem de veracidade e de qualquer fundamento” e precisando que se trata de “uma estratégia perversa para violar a ordem constitucional”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático