Publicado 05/05/2025 12:26

Sheinbaum evita o confronto com Trump na imprensa após acusá-la de temer os cartéis

A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, fala durante uma conferncia informativa sobre as autopeas mexicanas que esto isentas das tarifas dos EUA, beneficiando a indústria automotiva mexicana no Palácio Nacional, em 2 de maio de 2025, na Cida
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, evitou na segunda-feira confrontar pela mídia seu homólogo Donald Trump, que no dia anterior disse em uma entrevista que decidiu rejeitar a proposta de envio de tropas norte-americanas por causa de seu "medo" dos cartéis de drogas.

"Eu no gostaria que a comunicao entre o presidente Trump e eu, entre os Estados Unidos e o México, fosse feita através da mídia", disse ela, destacando mais uma vez a conversa "boa" e "fluida" que eles tm sobre "muitos acordos".

"Por que gerar um desentendimento?", perguntou-se Sheinbaum, que lembrou que já teve cinco conversas telefnicas diretas com Trump desde que ele voltou Casa Branca, em janeiro deste ano.

Sheinbaum explicou que o México no participará de nenhum "debate" ou troca de declaraes através da mídia e que qualquer desacordo será transmitido através de "meios oficiais" e "comunicao pessoal".

No entanto, ela deixou em aberto a possibilidade de que as agncias e foras de segurana de ambos os países possam colaborar, mas nunca se isso envolver a presena de militares estrangeiros em território mexicano.

"Estamos trabalhando arduamente para reduzir e interromper o tráfico de fentanil do México para os Estados Unidos", disse a presidente em uma coletiva de imprensa.

No dia anterior, Donald Trump afirmou em uma entrevista que Sheinbaum havia rejeitado sua proposta de enviar militares norte-americanos ao México para conter o tráfico de drogas devido ao seu medo dos cartéis.

"Ela tem tanto medo dos cartéis que no consegue nem andar; esse é o motivo (...). A presidente do México é uma mulher adorável, mas ela tem tanto medo dos cartéis que no consegue nem pensar direito", disse ele, observando que ficaria "honrado" em poder enviar tropas ao seu vizinho do sul para "ajudar".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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