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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta terça-feira que está estudando a possibilidade de tomar medidas legais contra o ex-assessor da Casa Branca e multimilionário sul-africano Elon Musk, que ontem a acusou de estar a serviço dos cartéis, declarações que fez após a morte do chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación, Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. “Estamos considerando se vamos entrar com alguma ação legal. Os advogados estão analisando o caso”, afirmou ela em entrevista coletiva ao ser questionada sobre as acusações do proprietário da Tesla e da SpaceX.
A mandatária mexicana garantiu que “o que (lhe) importa é o que o povo diz (...) sua opinião, seu reconhecimento, suas críticas, ouvi-los e estar sempre atenta, sobretudo aos mais vulneráveis”. “Para isso fomos eleitos e para isso estamos aqui”, reforçou.
Em alusão às acusações sobre supostas ligações de seu governo com o narcotráfico, a presidente considerou que "se antes era absurdo dizer isso, agora é ainda mais, não é? Todas essas (declarações) se desmoronam por si mesmas". "Eles já não sabem mais o que inventar", observou.
Questionada sobre as críticas à operação militar deste domingo que acabou com 'El Mencho' e outros membros do grupo e que desencadeou uma onda de violência em Jalisco, Michoacán e outros estados mexicanos, Sheinbaum defendeu-se afirmando que “eles nunca vão concordar conosco, façamos o que fizermos”.
“Há muita hipocrisia neles, muita hipocrisia, porque se vocês lerem, primeiro eles dizem uma coisa, depois dizem outra, que o governo é autoritário, que (...) foi por pressão dos Estados Unidos. A presidente pressionada por (o inquilino da Casa Branca, Donald) Trump”, acrescentou.
Essas declarações vêm depois que Musk afirmou no início desta semana nas redes sociais que Sheinbaum “só diz o que seus chefes do cartel mandam”. “Digamos que sua punição por desobedecer é um pouco pior do que um plano de melhoria de desempenho”, acrescentou.
A mensagem do magnata foi uma resposta a um vídeo que circula nas redes sociais em que Sheinbaum, em uma coletiva de imprensa, defendia que “retornar à guerra contra o narcotráfico não é uma opção”, alegando que isso “está fora do âmbito da lei (...) porque é permissão para matar sem julgamento” e que “não serviu para nada além de aumentar os homicídios e o nível de violência no México”.
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