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O governo mexicano confirma a morte de 25 agentes de segurança durante os confrontos com o cartel após a morte de “El Mencho” MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, elogiou nesta segunda-feira o Exército pela operação que matou o chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, e por restabelecer a ordem após o grupo criminoso ter reagido com distúrbios em grande parte do país.
“O México tem Forças Armadas extraordinárias, são homens e mulheres preparados, profissionais, com muita visão, muito patriotismo (...) Nosso maior reconhecimento. O México deve se sentir orgulhoso de nossas Forças Armadas”, elogiou a mandatária mexicana em sua coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
“São grandes homens e mulheres que estão sempre dispostos a dar a vida pelos outros”, reconheceu Sheinbaum, que enviou suas condolências aos familiares dos agentes que morreram durante os confrontos das últimas horas com o referido cartel, que ocorreram em grande parte do país.
Assim, ela esclareceu que o objetivo era a captura dele e de seus acompanhantes e que se 'El Mencho' foi morto foi porque as forças de segurança, "no âmbito da lei e da Constituição", responderam a uma agressão prévia. Sheinbaum destacou que "já há mais tranquilidade" e que se está trabalhando de forma coordenada para garantir a paz e a segurança. Além disso, reiterou que a operação foi realizada exclusivamente pelas forças de segurança mexicanas, após especulações sobre a participação dos Estados Unidos. Por outro lado, esclareceu que houve “troca de informações” com os Estados Unidos, embora tenha insistido que “toda a operação”, desde o seu planejamento até a sua resolução, foi obra das forças de defesa mexicanas.
Da mesma forma, a presidente informou que foi possível restabelecer a atividade que havia sido interrompida nas últimas horas pela resposta violenta do cartel à operação que acabou com seu líder no município de Tapalpa, no estado de Jalisco. “Amanhecemos sem nenhum bloqueio em nenhuma rodovia”, comemorou.
MAIS DE 60 MORTOS, 25 DELES AGENTES, EM CONFRONTOS COM O CARTEL
Durante a coletiva de imprensa, o ministro da Defesa, general Ricardo Trevilla, deu mais informações sobre como ocorreu a operação e confirmou a morte de oito membros no ataque inicial da guarda pessoal de “El Mencho”, que acabou falecendo devido aos ferimentos quando era transferido para a Cidade do México.
O general Trevilla informou também a morte de Hugo César Macías, conhecido como “El Tuli”, considerado a pessoa de maior confiança de “El Mencho”, operador logístico e financeiro da organização, durante uma operação paralela no município de El Grullo, também em Jalisco.
Visivelmente afetado, elogiou o trabalho dos agentes que morreram nas últimas horas. “Um reconhecimento ao nosso pessoal militar, que realizou uma operação bem-sucedida (...) cumpriu sua missão e demonstrou a força do Estado mexicano. Não há dúvida disso”, enfatizou.
Em sua fala, o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, confirmou também a morte de 25 agentes da Guarda Nacional, além de um funcionário prisional, um do Ministério Público de Jalisco e uma civil, durante “as agressões covardes” que ocorreram em Jalisco após a prisão de 'El Mencho'.
García Harfuch também estimou a morte de 30 “criminosos” do cartel durante esses confrontos em Jalisco, bem como outras quatro mortes nos ataques registrados no estado de Michoacán.
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