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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu que seu país tem "um plano" para responder às tarifas que podem ser anunciadas por seu colega norte-americano na quarta-feira, mas ressaltou que não acredita em "olho por olho", rejeitando assim entrar em um "conflito" comercial com seu vizinho do norte.
"Há um plano e vamos esperar para ver a proposta. Vamos esperar para ver a decisão tomada pelo governo dos EUA no dia 2 de abril, mas estamos preparados", disse Sheinbaum durante sua habitual coletiva de imprensa matinal, na qual ela enfatizou que realiza até três reuniões por semana para tratar dessas questões.
"Não acreditamos em olho por olho, dente por dente, porque isso sempre leva a uma situação ruim (...) O que queremos é proteger o povo do México e o emprego", enfatizou o presidente mexicano, dando a entender que a resposta às tarifas impostas por Trump pode não ser recíproca.
Nesse sentido, ela ressaltou que a questão das tarifas "não é uma questão de 'você me coloca, eu coloco você'", mas que é uma questão de buscar "o que é melhor para o México" em todos os momentos. "Minha responsabilidade como presidente é para com o povo mexicano", disse Sheinbaum, que obteve um índice de aprovação de mais de 80% em uma pesquisa recente.
Já na semana passada, a líder mexicana enfatizou que seu país daria uma "resposta abrangente" a todas as tarifas impostas pelos Estados Unidos no dia seguinte ao seu anúncio, ou seja, na quinta-feira. A administração Trump, por sua vez, especificou neste mesmo dia que as novas tarifas entrarão em vigor assim que forem anunciadas na quarta-feira.
Sheinbaum insistiu que a resposta do México às tarifas ainda deve ser aguardada, acrescentando que seu ministro da economia, Marcelo Ebrard, ainda está em contato com o secretário de comércio dos EUA, Howard Lutnick, e que esse diálogo "nunca deve ser suspenso".
O governo Trump já anunciou uma série de tarifas contra vários produtos importados, incluindo veículos e aço mexicanos, e prometeu que uma grande bateria de novas tarifas comerciais será anunciada na quarta-feira, em um dia que já foi apelidado de Dia da Libertação.
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