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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou nesta terça-feira que o governo dos Estados Unidos se comprometeu a repatriar os mexicanos para seu país de origem e não para outros destinos, como a base militar de Guantánamo, para onde Washington já enviou mais de cem migrantes em situação irregular.
Sheinbaum disse que Washington deu sua palavra a esse respeito, depois que o governo mexicano expressou sua preocupação em uma nota diplomática sobre o destino de alguns de seus cidadãos, depois que dezenas de migrantes foram enviados para Guantánamo ou El Salvador.
A presidente explicou que, como seu país continua a aceitar seus repatriados, eles têm "a certeza" de que, com base no acordo com o governo dos EUA, qualquer cidadão mexicano expulso "sempre chegará ao México".
"Nenhum mexicano deve ser enviado a outro lugar que não seja o México", observou Sheinbaum, referindo-se à carta enviada à Casa Branca em sua coletiva de imprensa na terça-feira.
Pelo menos cem imigrantes sem documentos foram enviados para a base militar de Guantánamo desde que o governo Trump lançou voos de repatriação, alegando que todos são acusados de crimes violentos ou pertencem a grupos criminosos, como o Trem de Aragua.
No último fim de semana, cerca de 230 venezuelanos que supostamente faziam parte dessa organização criminosa chegaram a uma das prisões de segurança máxima de El Salvador como parte de um acordo de parceria com as autoridades de Washington.
No caso de Guantánamo, a imprensa norte-americana alertou que alguns dos migrantes enviados para esse enclave militar não têm antecedentes criminais ou são considerados de baixo risco.
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