Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou nesta terça-feira, por enquanto, vender petróleo a Cuba como consequência das políticas tarifárias impostas pelos Estados Unidos aos países que enviam combustível para a ilha.
“Por enquanto, não vamos enviar combustível”, explicou a presidente mexicana, que confirmou que continuarão enviando ajuda humanitária, como alimentos e artigos de primeira necessidade, depois que, na semana passada, chegaram a Havana dois navios com 800 toneladas de produtos básicos.
“Embora tenha que ficar muito claro que não concordamos com essa imposição de tarifas aos países que vendem petróleo a Cuba”, enfatizou ela, referindo-se ao decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar com altas taxas as exportações daqueles que comercializam com a ilha.
Nesse sentido, explicou que o México teve que frear esses envios, pois a própria economia do país estava em risco, e reiterou novamente o direito dos cubanos à sua própria autodeterminação, sem interferências de nenhum tipo.
“Não deve haver intromissão nem interferência de ninguém e, em todo caso, se for solicitado o apoio de algum governo, pode-se participar dentro de todo o esquema diplomático multilateral existente”, afirmou em coletiva de imprensa. A ilha sofre uma grave crise de escassez de combustível que está colocando em risco o sistema elétrico de serviços básicos. A situação piorou nas últimas semanas, depois que seu principal fornecedor, a Venezuela de Nicolás Maduro, ficou sob supervisão dos Estados Unidos.
Washington é agora responsável pela gestão da produção e distribuição dos recursos petrolíferos da Venezuela. Por enquanto, flexibilizou algumas das sanções e permitiu que as grandes petrolíferas retomassem suas operações, mas proibiu as transações com Cuba, China, Rússia, Irã ou Coreia do Norte.
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