Europa Press/Contacto/Carlos Santiago
MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) - A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou que ainda é cedo para avaliar se é “viável” normalizar as relações com o Peru, após a ruptura diplomática por ter dado abrigo na Embaixada do México em Lima à ex-primeira-ministra Betssy Chávez, e deixou nas mãos do novo governo retomar as posições.
“Vamos esperar para ver, uma vez que eu assumir o cargo, se é viável restabelecer as relações. Tem que ser por parte deles, porque foram eles que romperam com o México”, avaliou Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
Sheinbaum se refere à decisão unilateral do recém-destituído José Jerí de romper relações diplomáticas em resposta ao asilo concedido a Chávez, que fazia parte do gabinete do ex-presidente Pedro Castillo, destituído e preso após tentar, sem sucesso, dissolver o Congresso em 2022.
O governo do México foi um dos mais críticos da região com a destituição de Castillo, cuja família também recebeu asilo no país. Tanto o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador quanto agora Sheinbaum expressaram em várias ocasiões seu apoio ao ex-chefe de Estado peruano.
Chávez, condenada a onze anos de prisão por sua participação no fracassado autogolpe de Estado de dezembro de 2022, está na Embaixada do México em Lima desde novembro de 2025, enquanto aguarda receber um salvo-conduto do governo peruano para poder partir para o México. Então Jerí decidiu romper relações com o México. Agora, com a chegada à Presidência de José Balcázar, do partido Perú Libre, a mesma formação política que levou Castillo ao poder, resta saber como este caso irá evoluir, em meio a uma grave crise política e institucional a poucas semanas das novas eleições.
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