Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu nesta segunda-feira o direito das nações de escolher seu próprio modelo político, econômico e social, "sem pressão externa", depois de reiterar sua rejeição à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro.
"Rejeitamos categoricamente a intervenção de outros governos nos países (...) a soberania e os princípios do povo não são negociáveis", enfatizou em sua aparição diária perante a imprensa, na qual acrescentou que cada país "tem o direito inalienável de decidir seu modelo político, econômico e social" sem receber "pressões externas".
Após a intervenção militar ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na Venezuela, o líder mexicano insistiu na soberania nacional, enfatizando que "no México o povo governa".
Sobre a situação da segurança no México, ligada precisamente ao tráfico de drogas para os Estados Unidos, Sheinbaum defendeu a abordagem das causas da crise para "erradicar esse mal social e impedir que as drogas cheguem aos Estados Unidos, ao México ou a qualquer outro país".
O presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, chegaram a um tribunal de Nova York na segunda-feira para comparecer nas próximas horas sob acusações relacionadas ao tráfico de drogas, depois de serem capturados no sábado durante uma operação militar dos EUA contra o país sul-americano.
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