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A presidente anuncia um segundo carregamento de ajuda humanitária para Cuba MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou o fato de a ativista cubana Rosa María Payá, na qualidade de membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ter visitado o país sem informar as autoridades para participar de atos da oposição contra o governo da ilha.
“Se vêm em nome da Comissão, não podem militar a favor de uma ou outra causa, mas sim para verificar se há queixas”, explicou Sheinbaum em coletiva de imprensa em resposta à informação publicada pelo jornal 'La Jornada' sobre uma última visita para participar de um fórum, do qual nem a CIDH nem ela deixaram registro oficial.
Sheinbaum destacou que não é a favor da aplicação do artigo 33 da Constituição, que permite expulsar estrangeiros que se intrometem em assuntos políticos internos, e que “não se trata de censurar ninguém, mas de informar”.
Nesse sentido, ela aproveitou para reiterar que no México se respeita a liberdade de expressão, apesar de cada vez mais meios digitais divulgarem “falsidades” com o único objetivo de “difamar o governo”.
Rosa María Payá, filha do conhecido opositor cubano já falecido Oswaldo Payá, foi eleita pelo plenário da Organização dos Estados Americanos (OEA) a proposta dos Estados Unidos para fazer parte da CIDH.
NOVA ENTREGA DE AJUDA HUMANITÁRIA A CUBA Sheinbaum também adiantou na coletiva de imprensa desta quarta-feira que há outro envio de ajuda humanitária previsto para Cuba, enquanto se espera que os dois primeiros navios cheguem à ilha nesta quinta-feira.
A presidente destacou que grupos da sociedade civil mexicana estão organizando campanhas populares para arrecadar alimentos que serão enviados à ilha, embora ainda não se saiba se eles poderão ser adicionados à carga dos navios da Marinha.
Enquanto esses envios continuam, o governo mexicano busca negociar com os Estados Unidos a possibilidade de retomar o fornecimento de combustível a Cuba sem sofrer as tarifas com as quais o presidente Donald Trump ameaçou os países que pretendessem ajudar a superar a escassez que a ilha sofre.
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