Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou a oposição de seu país por esperar que a conversa telefônica que manteve na véspera com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, desse errado, justificando assim uma intervenção.
“Eles esperavam (...) que houvesse um resultado ruim para culpar a presidente”, avaliou ela nesta terça-feira em sua coletiva de imprensa matinal, na qual lembrou que o México teve que trabalhar “muito” para conquistar sua independência e soberania desde a última tentativa de invasão americana em 1914.
Sheinbaum apontou que aqueles que buscam uma intervenção dos Estados Unidos são aqueles que “não têm força interna, que se apoiam em outros para garantir sua influência” no México. Nesse sentido, ela apontou principalmente para o Partido Revolucionário Institucional (PRI) e o Partido Ação Nacional (PAN).
Por outro lado, a presidente agradeceu a última mediação do embaixador americano, Ronald Johnson, para poder manter a conversa telefônica com Donald Trump, depois que este sugeriu na semana passada a possibilidade de lançar um ataque contra os cartéis em território mexicano.
“Quando pedimos apoio ao embaixador para alguma negociação com o governo dos Estados Unidos, ele sempre nos ajudou”, reconheceu a mandatária, que nesta segunda-feira avaliou como “muito boa” a conversa com Trump, que insiste na participação das forças americanas na luta contra os cartéis. “Ele, em geral, insiste na participação das forças dos Estados Unidos. Sempre dizemos que não é necessário. Somos muito claros na defesa da territorialidade e de que, além disso, há uma colaboração que está funcionando”, disse ela.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático