ALBERTO PAREDES - EUROPA PRESS
Propõe o México como sede da próxima Reunião em Defesa da Democracia
L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 18 (EUROPA PRESS)
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou neste sábado que “nunca houve” uma crise diplomática com a Espanha após o pedido de desculpas pela Conquista, e que o importante é reconhecer “a força dos povos indígenas” para o México.
Em breves declarações ao chegar à IV Reunião em Defesa da Democracia, ela se pronunciou sobre as tensões entre a Espanha e o México após a carta enviada pelo então presidente Andrés Manuel López Obrador ao rei Felipe VI, exigindo um pedido de desculpas pelos excessos cometidos durante a Conquista da América, no século XVI.
"Não há crise diplomática. Nunca houve. O que é muito importante é que se reconheça a força dos povos originários para nossa pátria”, respondeu quando questionada se considera encerrado o conflito com a Espanha.
Esta é a primeira viagem de Sheinbaum à Europa desde que assumiu a presidência e ocorre após vários gestos de aproximação entre os dois países, primeiro por parte do ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, e depois do rei, que recentemente reconheceu “muitos abusos” após a chegada dos espanhóis ao continente americano.
CIMEIRA NO MÉXICO
Posteriormente, ao discursar na cúpula, ela propôs que a próxima Reunião em Defesa da Democracia seja realizada no México e aborde “uma economia centrada no bem-estar e em uma democracia que responda às verdadeiras necessidades dos povos”, oferta que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, agradeceu em seu discurso, propondo que se busque uma data para 2027.
Sheinbaum fez um apelo em favor da democracia e afirmou que isso significa “colocar o amor acima do ódio, cultivar a generosidade em vez da ganância, a fraternidade acima da guerra”.
Assim, defendeu a posição do México em favor da “autodeterminação dos povos, da não intervenção, da solução pacífica de controvérsias, da rejeição ao uso da força, da igualdade jurídica dos Estados”, da cooperação e do respeito pelos direitos humanos, pois, em um mundo ferido pela guerra, os princípios democráticos continuam sendo uma contribuição de seu país, afirmou.
CUBA
“A democracia implica liberdade, mas a liberdade é uma palavra vazia se não for acompanhada pela justiça social, pela soberania e pela dignidade dos povos. Quando falamos de democracia, não é a das elites. Não é a da concentração da riqueza, mas a da distribuição”, acrescentou.
A presidente relembrou sua proposta perante o G20 de destinar 10% dos gastos mundiais com armamento para impulsionar um programa global de reflorestamento de milhões de hectares de floresta no mundo, e acrescentou que pretende promover “uma declaração contra a intervenção militar em Cuba, para que o diálogo e a paz prevaleçam”.
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