Publicado 29/07/2026 14:19

Sheinbaum confirma contatos com Fujimori para restabelecer as relações entre o México e o Peru

Indica que se falou sobre um possível salvo-conduto para que a ex-primeira-ministra peruana Betssy Chávez possa sair do país

8 de julho de 2026, México, Cidade do México: A presidente mexicana Claudia Sheinbaum discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente e ministro da Economia da Suíça, Guy Parmelin, após a reunião entre ambos no Palácio Nacional, na Cid
Cristian Leyva/ZUMA Press Wire/d / DPA

MADRID, 29 jul. (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou nesta quarta-feira que o ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco Álvarez, conversou com a nova presidente do Peru, Keiko Fujimori, com o objetivo de promover o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

O governo do Peru rompeu relações com o México em novembro de 2025, após tomar conhecimento de que o país havia concedido asilo em sua Embaixada em Lima à ex-primeira-ministra Betssy Chávez, apontada como coautora da tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Pedro Castillo no final de 2022.

“O secretário de Relações Exteriores conversou pessoalmente com a presidente do Peru e estamos avançando (...) para que a pessoa que se encontra em nossa Embaixada, que hoje está sob a proteção do Brasil, receba o salvo-conduto para vir ao México. Vamos ver como isso se desenrola”, afirmou em declarações à imprensa, referindo-se ao caso de Chávez.

Sheinbaum reiterou que a nova presidente peruana também está ciente de que o México tem uma “posição” contrária à condenação de mais de onze anos de prisão do ex-presidente Castillo por sua tentativa fracassada de autogolpe de Estado.

“É uma posição que estabelecemos, mas, além disso, não queremos o rompimento das relações. É nesse contexto que as conversas estão ocorrendo e espero que em breve possamos dar mais notícias”, concluiu a mandatária.

O Ministério das Relações Exteriores do México rejeitou o rompimento anunciado na época pelo Executivo peruano em um comunicado no qual considerou que se tratava de uma medida “excessiva e desproporcional” diante de um “ato legítimo e em conformidade com o Direito Internacional”.

“O México reafirma, conforme reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, que a concessão de asilo não pode ser considerada um ato hostil por nenhum outro Estado”, indicou, após lembrar que ambos os países fazem parte da Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954.

Por sua vez, as autoridades peruanas descartaram a opção de intervir na Embaixada do México em Lima, como fizeram as autoridades do Equador em abril de 2024, quando policiais e soldados invadiram a representação diplomática do México em Quito para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.

“O Peru é um país que respeita o Direito Internacional, e uma ação desse tipo não está prevista em nenhuma norma do Direito Internacional”, afirmou o ex-ministro das Relações Exteriores Hugo de Zela durante uma coletiva de imprensa.

No entanto, o ex-presidente peruano José Jerí ordenou a expulsão da encarregada da Embaixada do México em Lima, Karla Onela. “Ela foi informada hoje pelo ministro das Relações Exteriores de que tem um prazo perentório para deixar nosso país”, afirmou ele nas redes sociais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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