Europa Press/Contacto/Carlos Santiago
"É muito difícil que alguém que venha ao México para prestar homenagem a Hernán Cortés tenha uma boa recepção. O que esperavam?", diz
MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, questionou nesta terça-feira a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, por ter permanecido no país latino-americano de férias após suspender sua viagem institucional e acusar seu governo de “colocá-la em perigo” e “abandoná-la” ao não garantir sua segurança.
“Ela suspendeu sua viagem e dizem — não tenho conhecimento disso, mas dizem — que passou três dias de férias no sudeste. Não acredito que ela tenha uma opinião muito ruim do México se esteve de férias por aqui”, afirmou em declarações à imprensa, garantindo que “como ela não iria opinar” sobre uma pessoa que viaja ao país para um evento em que se homenageia Hernán Cortés.
Nesse sentido, ele afirmou que “formalmente, um estrangeiro não deve vir fazer política” no México, embora o governo mexicano “nunca tenha limitado” os contatos com outros políticos, já que ela se reuniu com governadores de um partido político e com uma prefeita.
“Ela teve toda a liberdade. O que aconteceu é que não lhe correu muito bem, porque, pelas razões pelas quais veio, que era a homenagem a Hernán Cortés, é muito difícil que qualquer pessoa que venha ao México para homenagear Hernán Cortés tenha sucesso. O que esperavam?”, afirmou, acrescentando que é “de resolução óbvia” e negando um boicote contra Ayuso.
Anteriormente, em outro momento da coletiva de imprensa, ela se referiu novamente ao “ridículo” de viajar ao México para homenagear Hernán Cortés. “Eles tiveram que cancelar porque perceberam o quão absurdo era”, expressou a governadora mexicana.
Ayuso garantiu durante uma entrevista na Cadena Cope que sua segurança não foi garantida, como a de qualquer representante regional, em um país que está mergulhado “no narcotráfico” e onde muitos estados “são diretamente administrados pelo narcotráfico”.
“Poderia ter acontecido qualquer coisa conosco em qualquer lugar”, avaliou Díaz Ayuso, que afirmou que a presidente mexicana, desde que chegou ao México, dedicou “o dia inteiro a insultar e a atirar fogo” contra ela, buscando “polêmicas”.
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