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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou nesta quarta-feira sua proposta de reforma eleitoral, que inclui a redução do número de senadores, uma redução do custo das eleições e mais medidas de controle, além de proibir a reeleição consecutiva no cargo.
No âmbito de suas coletivas de imprensa matinais, a líder mexicana detalhou os principais pontos de sua proposta, que será encaminhada ao Parlamento na próxima segunda-feira. “Quem quiser apoiá-la, ótimo, e quem quiser manter o privilégio com as listas, o povo vai apontar”, afirmou.
Sheinbaum destacou que se trata de reformas simples, que respondem às demandas populares e “não como dizia a oposição, que iriam acabar com a democracia”.
Entre os principais pontos está a integração do Congresso da União com uma Câmara dos Deputados que manterá 500 membros e uma Câmara dos Senadores que passará a ter 86 membros, o que representa uma redução em relação aos 128 atuais.
Da mesma forma, propõe uma redução dos gastos, com uma redução de 25% no orçamento para as eleições, além de reduções nos salários e bônus dos conselheiros e altos funcionários do Instituto Nacional Eleitoral (INE). Quanto ao tempo de rádio e televisão, ele é reduzido de 48 para 35 minutos diários por emissora durante o período eleitoral.
A reforma propõe um maior controle do financiamento eleitoral, dando mais acesso ao INE às operações financeiras dos partidos e candidatos, ao mesmo tempo em que proíbe as contribuições em dinheiro. Para o voto no exterior, o processo será facilitado, assim como se tentará ampliar a democracia participativa. A contagem por distritos será feita ao final do dia eleitoral e não se esperará até o dia seguinte, como acontecia até agora. Quanto às medidas para evitar o acaparamento de cargos públicos, a reforma prevê a proibição de que cargos eletivos sejam herdados por familiares, ao mesmo tempo em que veta a reeleição consecutiva.
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