Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou sua intenção de promover uma lei para impedir a transmissão de propagandas como a estrelada pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, alertando sobre a deportação de imigrantes.
"Não estamos de acordo", disse Sheinbaum, que lembrou que em 2014 foi revogado um artigo que proibia a propaganda política, ideológica ou comercial de governos ou entidades estrangeiras, que ela pretende restabelecer, segundo a imprensa mexicana.
"Faz parte das reformas que vamos enviar hoje ou amanhã, elas serão enviadas ao Congresso para que nenhum governo estrangeiro, nenhuma entidade de nenhum governo estrangeiro possa pagar, porque a questão é que eles estão pagando para transmitir esses anúncios, essa propaganda que tem uma mensagem discriminatória", argumentou ela.
Sheinbaum se referiu ao anúncio pago que "apareceu em alguns meios de comunicação há alguns meses", mas que "se tornou mais notório porque foi publicado durante o último jogo de futebol no fim de semana".
"Esse anúncio tem um conteúdo discriminatório muito alto", reiterou ele, embora com a nuance de que "não somos a favor da censura, nunca". "Mas é muito diferente quando há uma comunicação de um governo estrangeiro que tem um conteúdo que o próprio Conapred considera discriminatório, por isso a sugestão do Conapred (Conselho Nacional de Prevenção da Discriminação) é que esses anúncios sejam retirados, e também a modificação da lei que não permitiria mais que eles fossem promovidos", argumentou.
O anúncio está sendo veiculado desde pelo menos 3 de abril no Canal de las Estrellas da Televisa e, nele, Noem afirma que "se você é um criminoso estrangeiro que está pensando em entrar ilegalmente nos Estados Unidos, nem pense nisso".
"Você não é bem-vindo. Se vierem para cá e violarem nossas leis, nós os caçaremos", diz ela enquanto imagens de pessoas de origem latino-americana passam pela tela. "Nós o pegaremos, o expulsaremos e você nunca mais voltará", adverte.
A campanha faz parte de uma estratégia multimilionária de publicidade, com cobertura nacional e internacional, de acordo com o próprio site do Departamento de Segurança Interna.
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