Publicado 30/01/2026 14:42

Sheinbaum alerta que as tarifas de Trump podem criar uma “crise humanitária de grande alcance” em Cuba

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fala durante uma coletiva de imprensa sobre sua conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do USMCA e questões de segurança no Palácio Nacional.
Europa Press/Contacto/Carlos Santiago

MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, alertou nesta sexta-feira que as últimas ameaças tarifárias do governo dos Estados Unidos aos países que fornecem petróleo a Cuba podem criar uma “crise humanitária de grande alcance” na ilha, que passa por graves problemas de escassez de combustível.

“A aplicação de tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba poderia desencadear uma crise humanitária de grande alcance, afetando diretamente hospitais, alimentação e outros serviços básicos do povo cubano”, afirmou Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

As palavras da presidente mexicana respondem às últimas medidas coercitivas de Washington, após ameaçar impor tarifas àqueles que fornecem petróleo à ilha, em meio a um grave problema de escassez, ainda mais depois de ter perdido um de seus maiores fornecedores, a Venezuela.

A presidente destacou que deve-se evitar qualquer medida que agrave a situação e defendeu “o respeito ao Direito Internacional e o diálogo entre as partes”, ao mesmo tempo em que ressaltou seu apoio à ilha e à “livre autodeterminação dos povos”.

“É preciso impedir uma crise humanitária para o povo cubano”, insistiu a presidente mexicana, que anunciou que as autoridades de seu país entrarão em contato imediatamente com o Departamento de Estado dos Estados Unidos para “conhecer com precisão o alcance do decreto” assinado na quinta-feira por Trump.

Além disso, ela indicou que o México, ao mesmo tempo em que zelará por seus interesses, buscará “diferentes alternativas para ajudar humanitariamente o povo cubano, que atravessa um momento difícil”, em linha com seu posicionamento histórico.

O México suspendeu esta semana uma entrega de petróleo a Cuba, em meio a pressões de Washington, embora Sheimbaum tenha afirmado que foi uma decisão soberana, que respondia a questões contratuais entre a Pemex, a petrolífera estatal, e a ilha. A mandatária explicou nesta mesma coletiva de imprensa que apenas 1% da produção de petróleo é enviada a Cuba. “É usado em usinas de energia elétrica porque, imaginemos que não haja eletricidade, isso afeta hospitais e refrigeradores. Trata-se de evitar uma crise humanitária”, enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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