MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta sexta-feira que a “suposta participação” dos Estados Unidos na prisão do ex-líder do Cartel de Sinaloa, Ismael 'El Mayo' Zambada, provocou um aumento da violência no país devido aos confrontos entre facções rivais.
Sheinbaum explicou que esse tipo de manobra gerou conflitos dentro do Cartel de Sinaloa por meio de traições e divisões internas, decorrentes do que consideram “uma interferência” no México sem que o governo tenha sido informado.
“É melhor nos coordenarmos, é melhor colaborarmos”, enfatizou Sheinbaum, que vem insistindo nessa ideia de cooperação em pé de igualdade e respeitando a soberania nacional entre o México e os Estados Unidos, desde que Washington começou a sugerir a possibilidade de algum tipo de intervenção para deter esses grupos.
“Não importa a qual partido pertençam, porque não politizamos o que diz respeito à segurança e à justiça, e trabalhamos muito bem com praticamente todos os governadores”, destacou ela em sua coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
Sheinbaum apontou que existem “contradições” nas versões sobre como ocorreu a prisão de “El Mayo”, o que causou grande comoção no México, pois suspeita-se que se trate de uma operação secreta dos Estados Unidos em território nacional. “Eles participaram, não chegaram por acaso”, disse ela.
Assim, ela lembrou que, entre as versões que chegam de Washington, há aquelas que sustentam que ‘El Mayo’ e quem o traiu, Joaquín Guzmán López, filho do chefão Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, chegaram “por acaso” à fronteira com os Estados Unidos, “e outra do próprio FBI, que coloca o avião em que chegaram em uma feira como se fosse uma operação deles”.
Zambada foi detido em 25 de julho de 2024 em um aeroporto de Santa Teresa, Novo México, próximo a El Paso, após chegar em um avião particular com Joaquín Guzmán López, que tinha um acordo com as autoridades dos Estados Unidos e foi quem o entregou. O Ministério Público agora investiga como essa traição foi arquitetada.
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