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MADRID 11 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu que não negociará com os Estados Unidos a “soberania” e a “independência” do México, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Exército americano poderia atacar “por terra” os cartéis no país latino-americano.
“Eu já disse: nós nos coordenamos, colaboramos, mas nunca nos subordinamos. Somos dois países iguais e conversamos, negociamos, trabalhamos, mas há algo que não está em negociação e isso é a independência e a soberania da pátria”, indicou a mandatária mexicana em sua coletiva de imprensa matinal.
Sheinbaum lembrou que, no início do século passado, navios dos Estados Unidos ocuparam o porto de Veracruz e que, já naquela época, “os mexicanos e as mexicanas afirmamos que a independência é algo fundamental para nossa pátria”.
Da mesma forma, ela defendeu o diálogo com o governo dos Estados Unidos, como “com qualquer país do mundo”, mas esclareceu que essas relações são de colaboração e coordenação com o país vizinho e não uma cessão de soberania. “Agora vamos começar a agir contra os cartéis em terra. Os cartéis dirigem o México. É muito, muito triste ver o que aconteceu a esse país”, afirmou o inquilino da Casa Branca no âmbito das recentes operações militares contra supostos alvos do tráfico de drogas no Caribe, incluindo o bombardeamento da capital da Venezuela, Caracas, e a captura do presidente Nicolás Maduro.
Após essas declarações, a presidente mexicana minimizou o assunto, garantindo que “isso faz parte da maneira dele se comunicar”.
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