Publicado 09/06/2026 13:58

Sheinbaum afirma que os protestos violentos dos últimos dias visam criar uma imagem de caos antes da Copa do Mundo

1º de junho de 2026, Cidade do México, Cdmx, México: A presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo discursa durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional, em 1º de junho de 2026, na Cidade do México, México.
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira que os episódios de violência registrados nas últimas horas durante os protestos dos professores são uma “provocação” com a qual alguns pretendem mostrar uma imagem do país em “caos” e reiterou que, apesar de tudo, “não responderão com medidas repressivas”.

“Sim, há uma provocação. Para evitar ou para mostrar que há caos no México”, disse ela em sua coletiva de imprensa matinal, na qual explicou que mantiveram aberta, em todo momento, a via da negociação com a Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), além de promoverem diferentes melhorias nas condições de trabalho e salariais dos professores.

É por isso que Sheinbaum colocou em dúvida que esses últimos protestos tenham a ver com “demandas legítimas” e apontou que eles seriam motivados por outros motivos. Nesse sentido, ela reiterou aos manifestantes que protestem de forma pacífica, conforme relata o jornal ‘La Jornada’.

Sheinbaum relacionou esses episódios de violência ao interesse de alguns setores do país em fazer crer ao exterior que existe uma situação de caos, ainda mais agora que nesta quinta-feira começa em Cidade do México a Copa do Mundo de futebol. “A cerimônia de abertura vai acontecer e não vamos cair em nenhuma provocação”, disse ela.

A governadora também aproveitou para criticar aqueles que parecem incitar a violência com seus discursos e, em entrevista coletiva, fez referência a uma recente entrevista com o empresário e presidente da TV Azteca, Ricardo Salinas Pliego, que afirmou que um protesto pacífico “não serve para nada”.

“Tudo bem discordar, mas não se pode incitar atos de violência”, disse Sheibaum, que, por outro lado, deixou em aberto sua presença no Zócalo da Cidade do México para assistir ao jogo nas telas instaladas para a transmissão da partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, que opõe seu país à África do Sul, até ver como se desenrolam os protestos.

Nesta segunda-feira, os protestos liderados pela CNTE completaram oito dias. Espera-se que outros grupos, como os de familiares de desaparecidos, se juntem a eles. O sindicato, entre outras questões, reivindica a anulação da reforma de 2007 à lei de aposentadorias dos funcionários públicos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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