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MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira que a situação em Jalisco “está se normalizando” após a onda de violência desencadeada no domingo após a prisão e posterior morte do chefe do Cartel Jalisco Nueva Generación, Rubén Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, e espera que nas próximas horas as aulas e o aeroporto de Guadalajara sejam reabertos.
“Ainda não foram retomadas as aulas, mas amanhã espera-se que as atividades no aeroporto de Guadalajara voltem ao normal; praticamente todos os voos já retornaram a Puerto Vallarta e, aos poucos, tudo está voltando ao normal”, disse a presidente mexicana em sua habitual coletiva de imprensa matinal.
Sheinbaum informou que os últimos bloqueios de estradas que ainda estavam em pé foram removidos e que, durante o dia de terça-feira, será concluída a remoção das bermas dos veículos que foram incendiados durante a onda de violência que o cartel desencadeou em retaliação à operação contra 'El Mencho'.
“Esperamos que hoje todas as atividades se normalizem, já que há mais presença da Guarda Nacional, do Exército e da Marinha, particularmente em Jalisco e em algumas áreas de Michoacán”, disse a mandatária, que voltou a lembrar os cerca de vinte agentes que perderam a vida durante os confrontos com o cartel.
Além disso, ela também garantiu a segurança da próxima Copa do Mundo de futebol que o México sediará junto com os Estados Unidos e o Canadá em junho e julho, embora não tenha confirmado se Guadalajara, capital do estado de Jalisco, será sede dos jogos da repescagem previstos para o final de março.
Sheinbaum destacou, por outro lado, que a estratégia de segurança do governo não mudou e que, juntamente com as operações contra o crime organizado — sempre em conformidade com a legislação mexicana —, continuarão promovendo políticas de prevenção e que atendem às causas desse fenômeno. “Não foi para matar uma pessoa. Infelizmente, as forças federais foram atacadas durante a operação, mas a estratégia é a mesma, não mudou: atenção às causas e impunidade zero no âmbito da lei e da nossa Constituição”, reafirmou a governante.
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