Publicado 21/04/2026 12:19

Sheinbaum afirma que o agressor da pirâmide de Teotihuacán "estava influenciado por acontecimentos no exterior"

A presidente mexicana descarta que o incidente tenha relação com o crime organizado

20 de abril de 2026, Cidade do México, Cdmx, México: A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, discursa durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional, em 20 de abril de 2026, na Cidade do México, México.
Europa Press/Contacto/Luis Barron

MADRID, 21 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou nesta terça-feira que o agressor da pirâmide de Teotihuacán tivesse ligações com o crime organizado e afirmou que o ataque, que deixou um turista morto e outros treze feridos, “foi influenciado por episódios ocorridos no exterior”.

Sheinbaum reconheceu que, a partir do ocorrido na segunda-feira, os sistemas de segurança desse tipo de zona arqueológica em todo o país serão ampliados, já que tal possibilidade não havia sido considerada até agora. “Este caso nos leva a reforçar todas as medidas”, disse ela em sua coletiva de imprensa matinal desta terça-feira.

Nesse sentido, ela informou que agentes da Guarda Nacional e das forças federais ficarão encarregados de reforçar a vigilância nesses locais, enquanto se aguarda a instalação de arcos detectores de metais, segundo o jornal “El Universal”.

“Este episódio está relacionado a uma pessoa que tinha problemas psicológicos”, disse a presidente mexicana, que destacou que episódios como esse ressaltam a necessidade de também incidir sobre políticas de saúde mental e, por isso, planeja apresentar na quarta-feira um novo programa estadual nesse sentido.

O procurador-geral do Estado do México, José Luis Sánchez Martínez, interveio para explicar que o agressor, identificado como Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, portava várias armas e material que fazia referência ao massacre de Columbine, no qual dois jovens invadiram, há agora 27 anos, sua escola no Colorado, nos Estados Unidos, matando doze colegas e um professor.

Ramírez disparou até catorze tiros com uma arma que data da década de 1960. Sheinbaum antecipou que serão lançadas novamente campanhas públicas contra o porte de armas de fogo em áreas comuns.

Por sua vez, o secretário de Segurança do Estado do México, Cristóbal Castañeda, confirmou que Ramírez tirou a própria vida após ser ferido na perna por agentes da Guarda Nacional que compareceram a Teotihuacán.

Ramírez agiu sozinho e chegou a essa conhecida zona arqueológica, localizada a cerca de 50 quilômetros a noroeste da Cidade do México, um dia antes, vindo de sua cidade natal, Tlapa, em Guerrero. Os eventos duraram cerca de uma hora. Uma turista canadense morreu após ser atingida por um tiro na cavidade torácica, informou ele.

As autoridades mexicanas informaram que sete dos treze feridos continuam recebendo atendimento médico. Sheinbaum, por sua vez, garantiu que todos eles estão fora de perigo. Além disso, agradeceu às autoridades locais por sua rápida atuação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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