Europa Press/Contacto/Luis Barron
A presidente mexicana apresenta um “plano B” e descarta que a rejeição na Câmara dos Deputados tenha sido um fracasso político MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, criticou nesta quinta-feira os deputados que não votaram a favor da reforma eleitoral, com a qual o governo pretende reduzir os privilégios dos partidos e incentivar a participação cidadã. “Não se deve trair o povo”, disse ela. “Nosso objetivo sempre foi acabar com o regime de corrupção e privilégios. Ainda existem áreas no México com privilégios (...) A reforma eleitoral que apresentamos tem como objetivo diminuir, acabar com os privilégios, neste caso dos partidos políticos e das instituições eleitorais", explicou.
A proposta incluía cortes de até 25% do financiamento público para autoridades eleitorais e partidos políticos, a eliminação de 32 cargos no Senado, mudanças nas regras para eleger os deputados por representação proporcional, além de proibir a reeleição consecutiva no cargo.
O projeto obteve 259 votos a favor — 75 a menos do que o necessário — e 234 contra, além de uma abstenção. “Há quem não queira diminuir seus privilégios”, criticou Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal, na qual enfatizou que “é muito importante ver quem votou a favor da redução dos privilégios”.
“Os únicos que votaram a favor da proposta (...) foram o Morena, doze deputados do Partido Verde e um do PT (Partido do Trabalho). Os demais, não”, criticou a presidente, mencionando forças políticas históricas como o Partido Ação Nacional (PAN) e o Partido Revolucionário Institucional (PRI), bem como o Movimento Cidadão.
“Nossa luta continua sendo para que os recursos públicos vão para o povo e também para fortalecer a participação cidadã, a verdadeira democracia, a democracia do povo”, enfatizou a presidente do México, que garantiu que ela cumpriu com o povo. “Eu me comprometi a enviar uma reforma”, disse ela.
'PLANO B' Sheinbaum apresentou um 'plano B' que, em essência, sublinhou, seguirá o caminho do que foi rejeitado, uma vez que continua a enfatizar o corte das despesas e privilégios considerados excessivos e a redirecionar essas economias para programas sociais ou de infraestruturas.
Caso essa nova proposta seja aprovada, Sheinbaum estima que cerca de 4 bilhões de pesos mexicanos (cerca de 195 milhões de euros) poderiam ser recuperados. “Que os recursos públicos sejam usados para o indispensável e que a maior parte vá para o povo, para escolas, hospitais, água potável e bem-estar”, reiterou.
O “plano B” aponta para os privilégios que persistem nos congressos locais e municipais, além de fortalecer a consulta popular, explicou ela, descartando que a primeira recusa da Câmara tenha sido uma derrota. “Muito pelo contrário, as pessoas sabem que não estamos dispostos a negociar tudo; não promovemos privilégios. Nesse caso, não menti, nunca roubo e não traio, não nos esquecemos qual é o objetivo da transformação”, disse.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático