Publicado 01/07/2026 09:37

Al Shara nomeia um terço dos novos membros do Parlamento, que realizará sua primeira sessão na segunda-feira

Damasco conclui o processo de nomeação dos membros da primeira Assembleia Popular após a queda de Al Assad

Archivo - Arquivo - O presidente de transição da Síria e líder do grupo jihadista sírio Hayat Tahrir al Sham (HTS), Ahmed Husein al Shara
PRESIDENCIA DE SIRIA - Arquivo

MADRID, 1 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, concluiu nesta quarta-feira o processo de formação do primeiro Parlamento após a queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024, após a indicação dos membros de sua cota de seleção para o órgão, que realizará sua primeira sessão em 6 de julho.

Al Shara revelou, assim, os nomes dos últimos 70 parlamentares — um terço do órgão —, depois que os outros 140 foram eleitos no ano passado por meio de um sistema de colégios eleitorais, em meio a críticas pela ausência de votação direta e pelas amplas competências concedidas à Presidência.

O presidente do Alto Comitê para as Eleições da Assembleia Popular, Mohamad Taha al Ahmad, destacou que a composição do Parlamento visa “reforçar a representação nacional e enriquecer o trabalho parlamentar por meio de uma combinação de experiência diversificada e experiência profissional”.

Assim, ele destacou que as pessoas nomeadas por Al Shara “refletem o reconhecimento dos sacrifícios feitos pelos sírios”, uma vez que “inclui familiares dos mártires, sobreviventes de períodos de detenção, sobreviventes de ataques químicos, acadêmicos, especialistas, profissionais e líderes comunitários”, conforme informou a agência estatal de notícias síria, SANA.

Al Ahmad também enfatizou que essa lista “reforça a representatividade das mulheres no legislativo”, já que 15 dos 70 nomes — 21,4% — dos indicados por Al Shara são mulheres. Além disso, ele destacou que há membros de todas as províncias do país, o que reforça a representatividade, na opinião de Damasco.

A formação do novo Parlamento tem dominado, nos últimos meses, o processo de reforma política na Síria, entre promessas de Al Shara de aumentar a inclusão no país, embora tenham surgido críticas quanto ao peso preponderante do presidente, que nomeou o comitê encarregado de formar as comissões eleitorais responsáveis pela escolha dos outros 140 parlamentares.

Al Shara assumiu o cargo após a fuga de Al Assad para a Rússia, em dezembro de 2024, devido a uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hatay Tahrir al Sham (HTS), grupo liderado pelo atual governante, que, desde então, tem promovido uma aproximação com o Ocidente, o que resultou em sua retirada da lista de jihadistas e no levantamento das sanções contra Damasco.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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