Publicado 01/04/2026 08:42

Al Shara afirma que não propôs o retorno de 80% dos refugiados, mas ressalta que isso acontecerá se a Síria for reconstruída

31 de março de 2026, Londres, Inglaterra, Reino Unido: AHMED AL-SHARAA, presidente da Síria, chega ao número 10 de Downing Street, no centro de Londres, para conversas com Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido.
Europa Press/Contacto/Thomas Krych

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, afirmou nesta quarta-feira que não sugeriu, em sua reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, que 80% dos refugiados sírios retornassem ao país nos próximos anos, atribuindo essa estimativa ao líder alemão, embora tenha insistido que isso pode acontecer se a Síria for reconstruída.

Em declarações durante o evento organizado pelo think tank Chatham House em Londres, onde se encontrava em visita oficial, o líder sírio esclareceu que a afirmação é “um pouco exagerada” e que não foi feita por ele, mas que “foi dita por outros”, em referência ao chanceler alemão.

De qualquer forma, ele indicou que o retorno dos refugiados “está diretamente ligado à reconstrução da Síria”. “Os países europeus acolheram os refugiados e lhes agradecemos por isso. Não devemos fazer isso simplesmente mandando as pessoas de volta em aviões”, afirmou, insistindo que o processo deve ser “bem gerenciado” e que os refugiados têm o direito de retornar à Síria “de forma voluntária e com dignidade”.

“Passamos por muitas etapas nesse processo, começando com a expulsão ou a derrubada do regime sírio, o que abriu as portas”, sublinhou, reivindicando o processo que levou à queda do presidente Bashar al-Assad.

De qualquer forma, Al Shara insistiu que a questão do retorno dos refugiados sírios da Europa deve ser abordada a partir da “reconstrução, do investimento e do convite a grandes empresas e corporações” para que se instalem no país.

“Se contarmos com as condições adequadas, então eu garantiria que 80% das pessoas retornariam ao seu país, à Síria”, expôs o presidente de transição.

POLÊMICA SOBRE O RETORNO DE 80% DOS REFUGIADOS

Merz destacou em uma coletiva de imprensa que o objetivo é que 80% dos cidadãos sírios que residem na Alemanha retornem ao seu país de origem, assunto que, um dia depois, devido à polêmica gerada por suas palavras, ele atribuiu aos cálculos do presidente de transição sírio.

“Tomamos nota desse número, mas estamos cientes da magnitude da tarefa”, afirmou o gabinete do chanceler alemão após uma enxurrada de críticas de todo o espectro político em decorrência dessas declarações, nas quais ele estabeleceu um número como meta de retornos à Síria no prazo de três anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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