MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
Os serviços de inteligência sul-coreanos estimaram nesta quarta-feira em mais de 4.700 o número de baixas sofridas pelas tropas enviadas pela Coreia do Norte à Rússia para combater as forças ucranianas na província de Kursk, incluindo 600 mortos, dias depois de Pyongyang ter confirmado oficialmente que estava enviando tropas ao país eurasiático.
O Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul apresentou essa avaliação durante uma reunião a portas fechadas do Comitê de Inteligência da Assembleia Nacional, disseram dois parlamentares à agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Os serviços de inteligência apontaram que se estima que Pyongyang tenha enviado cerca de 15 mil soldados para a Rússia, antes de acrescentar que a Coreia do Norte realizou esse envio em duas fases, com uma diminuição na intensidade dos combates desde abril, de acordo com a versão dada pelos parlamentares.
Os parlamentares, Lee Seong Kweun, do Partido do Poder Popular (PPP), e Kim Byung Kee, do Partido Democrático (DP), enfatizaram que o NIS também afirmou que não foram detectados sinais de outro envio de tropas norte-coreanas, embora não descarte essa possibilidade por enquanto.
A agência observou em janeiro que pelo menos 300 soldados norte-coreanos haviam sido mortos durante os combates em Kursk e cerca de 2.700 ficaram feridos como parte de uma contraofensiva russa para conter a incursão de agosto de 2024 na área pelas forças armadas ucranianas.
As autoridades norte-coreanas confirmaram pela primeira vez na segunda-feira que estavam enviando tropas para a Rússia para lutar em operações que agora consideram concluídas, após o que o presidente russo Vladimir Putin agradeceu a Pyongyang por seu apoio na contraofensiva na região de Kursk, em meio a críticas de Seul.
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