MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo sul-coreano acusou nesta segunda-feira a Coreia do Norte de "zombar" da comunidade internacional ao reconhecer pela primeira vez o envio de tropas à Rússia para enfrentar a incursão lançada pela Ucrânia em agosto de 2024, uma ação que condenou "firmemente".
"Com o reconhecimento público desse envio, ao mesmo tempo em que afirmam que estão agindo de acordo com a lei internacional, (as autoridades norte-coreanas) estão novamente zombando da comunidade internacional. Condenamos veementemente essa ação", disse o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.
Ele enfatizou que "o envio de tropas norte-coreanas, juntamente com a ampla cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte, constitui uma grave violação das normas internacionais, incluindo a Carta da ONU e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".
A agência de notícias sul-coreana Yonhap pediu a Moscou e Pyongyang que "cessem imediatamente sua cooperação militar ilegal", argumentando que ela "prejudica seriamente a paz e a estabilidade na região do Indo-Pacífico e além, incluindo a Europa".
"Trabalharemos em estreita colaboração com a comunidade internacional para tomar todas as medidas necessárias contra quaisquer ações que ameacem nossa segurança nacional", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, em consonância com as repetidas condenações de Seul a Pyongyang nos últimos meses por causa da implantação.
O porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, Jeon Ha Gyu, juntou-se às críticas, dizendo que a declaração de Pyongyang era "uma admissão de atividade criminosa" e enfatizou que "o envolvimento militar da Coreia do Norte na guerra na Ucrânia é um ato claramente ilegal que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU".
"Nosso exército, junto com a comunidade internacional, condena veementemente esses atos desumanos e ilegais", disse ele, uma linha também adotada pelo porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Koo Byung Sam, que disse que Seul "condena veementemente" esse envio de tropas "em resposta à guerra ilegal de agressão da Rússia contra a Ucrânia".
Koo enfatizou que as ações da Coreia do Norte são "uma grave provocação que ameaça a segurança não apenas da Coreia do Sul, mas da Europa e do mundo inteiro". "É um ato em flagrante violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", argumentou.
"O governo (sul-coreano) exige a retirada imediata das tropas norte-coreanas e, se o conluio militar entre a Coreia do Norte e a Rússia continuar, não ficaremos de braços cruzados e responderemos de forma decisiva junto com a comunidade internacional", acrescentou.
A reação veio logo depois que as autoridades norte-coreanas confirmaram pela primeira vez que haviam enviado tropas à Rússia para combater as forças ucranianas em operações que agora consideram concluídas, após o que o presidente russo Vladimir Putin agradeceu a Pyongyang por seu apoio na contraofensiva na região de Kursk.
A Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia se referiu às operações ucranianas em Kursk como uma "invasão ousada" que tinha "a intenção sinistra de reverter a situação de guerra em que se encontravam", descrevendo as forças do país europeu como "ocupantes neonazistas" e a Rússia como um "país irmão".
A Coreia do Norte também afirmou que a ação de suas tropas "realizada dentro da fronteira da Federação Russa" estava "totalmente" de acordo com a Carta das Nações Unidas e a lei internacional, antes de prometer que Pyongyang "invariavelmente e totalmente apoiará a causa sagrada do exército e do povo russo".
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