SANTANDER 8 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Regional da Educação calculou em 43% o primeiro dia da greve que está sendo realizada no início do ano letivo na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, devido à falta de um acordo sobre o reajuste salarial, enquanto a Diretoria de Pessoal Docente calcula o número em mais de 56%.
O ministro da Educação enfatizou que esses 43% da greve são "dados oficiais, fornecidos pelas próprias escolas" e, de acordo com eles, um total de 1.100 professores participaram da greve, dos 2.700 que poderiam participar, disse o ministro da Educação.
A greve na Educação Infantil e Primária continuará até terça-feira, 9 de setembro, e continuará, se não houver acordo, nos dias 11 e 12 na Educação Secundária; nos dias 17 e 18 nos CEPAs, conservatórios de música e educação artística; e nos dias 7 e 8 de outubro nas escolas de idiomas oficiais. Além disso, está planejado para todo o sistema educacional de 20 a 24 de outubro.
"Tomamos nota dessa porcentagem de participação. Continuaremos a trabalhar pela educação na Cantábria. Nosso compromisso é insistir que é com a educação e com todos os cantábricos", disse o ministro.
Por outro lado, ele indicou que, "tirando essa situação excepcional", o ano letivo começou "normalmente".
"As escolas abriram suas portas, os serviços complementares, como a cantina e o transporte, estão funcionando normalmente. Também não recebemos nenhum relato de incidentes no início do ano letivo, e as famílias puderam fazer uso do serviço de educação pública. Confiamos que as coisas continuarão a se desenvolver normalmente no futuro", disse ele.
UM ACOMPANHAMENTO "BEM-SUCEDIDO", DE ACORDO COM A JUNTA
Por sua vez, a Junta calculou que os 56,24% de acompanhamento apontados pelo órgão sindical foram estimados após a coleta de informações em mais de 75% dos centros educacionais nos quais a greve foi convocada.
E considerou esse número como um "sucesso" da greve no início do ano letivo e um "indicador claro do apoio dos professores às demandas apresentadas" pelos sindicatos.
Além disso, em sua opinião, "é ainda mais relevante" se levarmos em conta "o conjunto de obstáculos e entraves impostos pelo Departamento de Educação para tentar impedir o direito de greve".
Assim, os sindicatos voltaram a condenar os "serviços mínimos excessivos e abusivos", bem como o "bloqueio" do sistema de comunicação por e-mail da Diretoria de Ensino com o corpo docente.
Além disso, destacaram que "uma estratégia constante de descrédito e denegrimento da profissão docente na opinião pública" e a "deslegitimação sistemática de nossas reivindicações, entre outras tentativas de nos desmobilizar" são adicionadas.
"Apesar desse contexto adverso, os professores demonstraram seu compromisso e unidade", disse a Junta, que parabenizou "todos os professores que participaram da greve, bem como aqueles que, apesar de quererem fazê-lo, foram designados como mínimos".
Além disso, a Junta convocou a participação na manifestação convocada a partir das 18 horas entre o Rio de la Pila, onde está localizada a sede do Ministério da Educação, e os Correios.
Também exigiu que o Ministro da Educação, Sergio Silva (PP), "sente-se para negociar de uma vez por todas, em vez de enfrentar os representantes dos professores".
E criticou mais uma vez a intenção do Ministério Regional de incluir uma cláusula no acordo de ajuste salarial que condiciona sua aplicação à aprovação do orçamento da comunidade autônoma.
"É inaceitável exigir e incluir cláusulas abusivas que buscam nos transformar em reféns de uma gestão política alheia à realidade das salas de aula", disse ele.
A Junta defendeu que os professores da educação pública "sempre estiveram à altura da tarefa quando o sistema precisou deles, mais do que cumprindo suas obrigações". "E é por isso que, depois de 18 anos de espera, exigimos que a administração responda com justiça e reconheça o esforço constante da demanda aos seus professores", disse ele.
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