Fabio Frustaci/ANSA via ZUMA Pre / DPA - Arquivo
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades italianas prenderam nesta terça-feira sete supostos membros de uma “rede subversiva anarquista” supostamente envolvida em atos de sabotagem em fevereiro contra a rede ferroviária no âmbito dos Jogos Olímpicos de Inverno realizados em Milão-Cortina.
O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, elogiou a ação das forças de segurança e das autoridades judiciais por “um trabalho complexo e altamente qualificado” que permitiu “desmantelar uma rede subversiva de origem anarquista ativa em todo o país que tinha como alvo infraestruturas estratégicas, incluindo a rede ferroviária de alta velocidade".
"Esta operação representa um duro golpe para a rede anarco-insurgente e confirma a altíssima capacidade de prevenção e resposta das forças policiais e a máxima atenção do poder judiciário a esta frente", afirmou o ministro por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais.
Além disso, ele destacou a “campanha de mobilização extremista” em relação ao caso de Alfredo Cospito e argumentou que essa situação “continuou alimentando, em alguns círculos radicalizados, padrões de violência e ataques contra as instituições democráticas”.
Cospito é um anarquista italiano que foi condenado a dez anos de prisão em 2012 por dar um tiro no joelho do diretor da empresa nuclear Ansaldo Nucleare. Já na prisão, foi condenado à prisão perpétua por seu papel em um ataque a bomba em 2006 contra um prédio dos Carabinieri, evento que não causou vítimas.
As autoridades italianas abriram em fevereiro investigações sobre a possível origem intencional de dois incidentes que causaram atrasos no tráfego ferroviário no norte da Itália, coincidindo com a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno, entre eles um incêndio em uma subestação elétrica em Pesaro e uma explosão na fiação da linha entre Bolonha e Pádua.
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