Publicado 25/03/2026 07:30

Sete soldados morrem em um novo bombardeio contra uma instalação militar no centro do Iraque

O governo denuncia que o ataque atingiu uma clínica militar e uma unidade de engenharia em Habaniya

Archivo - Arquivo - Soldados iraquianos no dispositivo de segurança durante o funeral de Abá Baqir al Saadi, alto dirigente da milícia pró-iraniana Kataib Hezbollah, morto em um ataque com drone dos EUA em Bagdá, em fevereiro de 2024 (arquivo)
Ameer Al-Mohammedawi/dpa - Arquivo

MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos sete soldados iraquianos morreram e outros treze ficaram feridos em um novo bombardeio contra uma instalação na cidade de Habaniya (centro), conforme confirmado pelo governo iraquiano, que especificou que o ataque atingiu uma clínica militar e uma unidade de engenharia.

O Ministério da Defesa do Iraque informou que o “ataque atroz” ocorreu por volta das 9h (hora local), causando “o martírio” de “sete combatentes heróicos”. Além disso, indicou que outros treze ficaram feridos “enquanto cumpriam seu dever nacional e humanitário”.

“Os trabalhos de busca ainda continuam no local do incidente”, destacou o ministério, que ressaltou que o ocorrido “é uma violação flagrante e grave de todas as leis e normas internacionais, que proíbem ataques contra instalações médicas e o pessoal que nelas trabalha”.

Assim, destacou que “esse ato criminoso representa uma escalada perigosa que exige uma resposta firme e que os responsáveis prestem contas, já que atacar instalações médicas é um crime atroz em toda a regra, pois atenta contra instituições dedicadas a salvar vidas e prestar atendimento aos combatentes”.

“Esses ataques covardes não dissuadirão nosso pessoal de cumprir seu dever, mas apenas aumentarão sua determinação e resolução para continuar com suas tarefas a serviço da nação e de seu povo”, afirmou em seu comunicado, no qual relembra seu “direito total” de “adotar todas as medidas necessárias para responder a essa agressão”.

O incidente ocorreu apenas um dia depois de o primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, ter convocado os representantes diplomáticos dos Estados Unidos e do Irã em protesto contra os ataques de Washington contra as milícias pró-iranianas Forças de Mobilização Popular (FMP) e os de Teerã contra as forças de segurança do Curdistão iraquiano, no contexto do conflito no Oriente Médio.

Durante a terça-feira, pelo menos 15 membros das FMP — parte do aparato de segurança iraquiano —, incluindo um de seus comandantes, morreram em um bombardeio atribuído aos Estados Unidos contra uma de suas posições na província de Anbar, no oeste do Iraque.

Além disso, um ataque atribuído a Teerã contra duas bases na região semiautônoma do Curdistão iraquiano matou pelo menos seis membros das forças de segurança curdas, em meio à guerra aberta após Israel e os Estados Unidos terem lançado uma ofensiva conjunta contra o Irã, em plena fase de negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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