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MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O procurador-geral e chefe do Ministério Público (MP), Gabriel García Luna, destituiu sete promotores do órgão que ocuparam cargos durante o governo de Consuelo Porras, sancionada pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Canadá por “minar a democracia” e “participar de atos ilícitos”.
Entre as demissões está a de Cinthia Edelmira Monterroso Gómez, que era promotora regional. Durante a gestão de Porras, Monterroso ficou responsável por investigações relacionadas a casos que geraram polêmica e pelos quais foi sancionada pelos Estados Unidos sob acusações de minar a democracia e corrupção.
Assim, ela conduziu os procedimentos relacionados à prisão do jornalista José Rubén Zamora Marroquín, presidente do “El Periódico”, que foi acusado de lavagem de dinheiro. Esse processo gerou críticas nacionais e internacionais, por ser considerado uma ação contra a liberdade de imprensa.
Ela também participou de investigações contra advogados de Zamora Marroquín e contra promotores anticorrupção que integravam a extinta Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG). Além disso, solicitou que fossem investigados jornalistas e colunistas do “El Periódico”.
Monterroso também esteve à frente de operações relacionadas ao processo judicial contra o Movimento Semilla, partido do presidente Bernardo Arévalo. O presidente a acusou de participar de um suposto “golpe de Estado”, em “conluio” com o juiz Fredy Orellana, a procuradora-geral Porras e o ex-chefe da Promotoria Especial contra a Impunidade (Feci), Rafael Curruchiche. Todos eles, assim como Monterroso, foram sancionados pelos Estados Unidos.
Além disso, Óscar Sagastume Álvarez, diretor de Investigações Criminais do Ministério Público, também apresentou sua renúncia.
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