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MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
O deputado venezuelano Stalin González, do partido opositor Un Nuevo Tiempo, anunciou nesta quarta-feira o início de conversações entre sete formações políticas, incluindo a União e Mudança do ex-candidato presidencial Henrique Capriles, com as autoridades do país agora lideradas por Delcy Rodríguez. “Recebemos um convite de (o presidente da Assembleia Nacional) Jorge Rodríguez para iniciar um processo de diálogo político. Vamos com uma agenda clara, focada no bem-estar dos venezuelanos, no fortalecimento da democracia e em uma série de propostas e preocupações”, declarou em sua conta no X, anexando uma carta dirigida à cidadania por parte dos partidos já citados, além do HF Hagamos Fuerza, MAS, Puente, Lápiz e Cambio en Paz.
Na carta, as sete formações confirmaram sua participação em um “espaço de diálogo” proposto pelo Executivo “com o objetivo de debater e discutir os problemas da crise que aflige todos os venezuelanos”, alegando que o fazem “com responsabilidade”. “A Venezuela precisa de uma mudança profunda e responsável, que deixe para trás a lógica do medo e do fracasso e abra caminho para uma forma diferente de fazer política, centrada nas pessoas e em soluções reais”, consideraram em um documento no qual quiseram lembrar que há “mais de 27 anos nossa sociedade é obrigada a sobreviver ao medo e à incerteza, anos em que a política falhou em dar soluções ao país”.
Os sete reconheceram que participar nessas conversas não é “um gesto qualquer, muito menos confortável”, mas defenderam que “sempre” apostaram em “resolver nossas diferenças de forma pacífica”. Por isso, alertaram que “este encontro não pode ser simbólico: nenhuma parte pode impor soluções duradouras sem ouvir toda a sociedade”.
“A reconciliação não se constrói com gestos vazios, mas com mudanças concretas, regras claras e confiança. O diálogo só faz sentido se produzir acordos reais, especialmente para aqueles que mais sofrem”, apontaram, citando como exemplo a lei de anistia, anunciada recentemente pelo que era o “número dois” do presidente Nicolás Maduro até sua captura em 3 de janeiro, em um ataque dos Estados Unidos à capital venezuelana.
“A convivência democrática exige respeito, pluralidade e o fim de práticas que alimentaram o medo, a perseguição e a existência de presos políticos. Essas regras estão na Constituição: pluralidade, limites ao poder, igualdade e o cidadão como centro da política”, concluíram.
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