Publicado 20/08/2026 14:40

Sete países pedem a Israel que suspenda “imediatamente” seu plano de assentamentos na parte leste de Jerusalém

JERUSALÉM, 19 de agosto de 2026  -- Esta foto, tirada em 19 de agosto de 2026, mostra uma vista da área E1 na Cisjordânia, próxima a Jerusalém. Na terça-feira, Israel deu continuidade aos planos para o polêmico projeto de assentamento E1 na Cisjordânia, p
Europa Press/Contacto/Jamal Awad

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

Os governos de sete países, quatro deles da União Europeia, instaram nesta quinta-feira Israel a interromper “imediatamente” a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, incluindo seu plano na área E1, área localizada a leste de Jerusalém — um projeto que classificaram como “inaceitável”.

Esses assentamentos “não apenas nos afastarão ainda mais da paz, mas também minarão ainda mais a reputação internacional de Israel”, alertaram em um comunicado conjunto o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, o Canadá, a Holanda e a Noruega, que consideram que o plano coloca em risco a “solução de dois Estados ao criar uma divisão na Cisjordânia e prejudicar a contiguidade territorial dos territórios palestinos”.

Os sete países consideraram que a decisão do governo liderado por Benjamin Netanyahu de “divulgar licitações para a construção do projeto de assentamento E1 é inaceitável” e lembraram-no de que os assentamentos israelenses na Cisjordânia “são ilegais”, algo que o Direito Internacional estabelece “claramente”.

“As empresas não deveriam se propor a apresentar propostas em licitações de construção. Devem estar cientes das consequências legais e de reputação, incluindo o risco de se verem envolvidas em graves violações do Direito Internacional”, alertaram.

Além disso, denunciaram a “grave instabilidade” já vivida na Cisjordânia, devida em parte à violência “sem precedentes” dos colonos israelenses contra civis palestinos e às “graves restrições à economia palestina”, o que torna a expansão dos assentamentos — uma medida rejeitada “há muito tempo” pela comunidade internacional — “ainda mais preocupante”.

Esse projeto tem suscitado críticas e protestos a cada avanço realizado nesse sentido desde então e, de fato, cerca de dez países — entre eles Espanha, Reino Unido, França e Alemanha — instaram, em maio deste ano de 2026, suas empresas a não participarem do processo de licitação dos assentamentos E1 na Cisjordânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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