Presidente descarta a mesma decisão, nega a necessidade de manter a imunidade apesar das alegações de corrupção
MADRID, 31 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, anunciou na quarta-feira a renúncia de sete de seus ministros que pretendem concorrer às eleições gerais programadas para o início do próximo ano, cinco dos quais já foram substituídos.
"Tenho que lhes dizer que recebi a renúncia de sete membros da equipe de trabalho do governo, altos funcionários, pessoas muito importantes, que decidiram sair para buscar outros horizontes, sempre com o objetivo de fazer o país avançar", disse ele durante sua coletiva de imprensa semanal.
Assim, o primeiro vice-presidente do governo costarriquenho, Stephan Brunner, renunciou, bem como os diretores de Finanças, Nogui Acosta; de Planejamento e Política Econômica, Marta Esquivel; e de Habitação, Ángela Mata.
O presidente do Instituto Costarriquenho de Aquedutos e Esgotos, Juan Manuel Quesada, a diretora do Conselho de Proteção Social, Esmeralda Britton, e a diretora de Assuntos da Mulher, Cindy Quesada, também renunciaram.
O Presidente Chaves expressou sua gratidão aos agora ex-líderes por "sua dedicação, seu compromisso com o país e seu trabalho incansável a serviço do povo da Costa Rica".
De acordo com o jornal costarriquenho 'Diario Extra', os sete renunciaram para poder se candidatar às eleições gerais e ocupar uma das 57 cadeiras do Parlamento, já que a legislação do país centro-americano estabelece a exigência de não ter ocupado cargos públicos nos seis meses anteriores à votação.
"Eu os compreendi perfeitamente, respeito suas decisões e admiro seu desejo de continuar servindo à Costa Rica em outros espaços, onde procurarão um lugar", disse Chaves, antes de descartar a possibilidade de dar o mesmo passo e renunciar à presidência.
"Cheguei à conclusão de que posso contribuir para o país, com meu grão de areia, em qualquer um dos dois cargos: no Congresso que se seguirá ou continuando como presidente da República", acrescentou, negando que sua decisão responda à necessidade de manter sua imunidade, depois que a Suprema Corte, no início de julho, exigiu que a Assembleia Legislativa a retirasse para que ele pudesse ser julgado em um caso de suposta corrupção na contratação de consultorias com dinheiro do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE).
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