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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
A primeira sessão do novo Parlamento da Síria, prevista para esta segunda-feira, foi adiada sem data definida e por motivos não especificados, dias depois de o presidente de transição sírio, Ahmed al Shara, ter concluído a formação do órgão com a nomeação de um terço de seus membros, uma medida que estava a seu critério.
O presidente do Alto Comitê para as Eleições da Assembleia do Povo, Taha al Ahmad, indicou que a nova data de inauguração do órgão será anunciada posteriormente, sem mais detalhes, conforme informou a agência de notícias estatal síria, SANA.
Estava previsto que, durante o dia, os novos parlamentares prestassem juramento, depois que Al Ahmad anunciou, em 1º de julho, os nomes de todos os membros do Parlamento, incluindo os indicados por Al Shara e os eleitos por meio de um sistema de colégios eleitorais, em meio a críticas pela falta de votação direta e pelas amplas competências concedidas à Presidência.
A formação do novo Parlamento tem dominado, nos últimos meses, o processo de reforma política na Síria, entre promessas de Al Shara de aumentar a inclusão no país, embora tenham surgido críticas ao peso preponderante do presidente, o que levou à nomeação do comitê encarregado de formar os colégios eleitorais que determinaram os outros 140 parlamentares.
Al Shara assumiu o cargo após a fuga de Al Assad para a Rússia, em dezembro de 2024, devido a uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hatay Tahrir al Sham (HTS), grupo liderado pelo atual governante, que, desde então, tem promovido uma aproximação com o Ocidente, o que resultou em sua retirada da lista de jihadistas e no levantamento das sanções contra Damasco.
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