Europa Press/Contacto/Charles-McClintock Wilson
MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Desarmamento das Nações Unidas (UNDC) iniciou e suspendeu a sessão programada para esta segunda-feira, depois que os Estados Unidos alegaram uma tentativa de “governança centralizada” para se opor à ordem do dia da sessão, que o órgão não conseguiu aprovar.
A Comissão, órgão subsidiário da Assembleia Geral que se reúne anualmente e completará em 2026 o terceiro ano de seu ciclo trienal, costuma se concentrar em dois pontos da pauta ao mesmo tempo, que, nesta ocasião, são, por um lado, a formulação de recomendações para alcançar o desarmamento nuclear e a não proliferação de armas nucleares, e, por outro, a promoção de entendimentos comuns relacionados às tecnologias emergentes no contexto da segurança internacional.
Esse, precisamente, foi o objeto do protesto dos Estados Unidos, que solicitaram a eliminação do grupo de trabalho sobre essas tecnologias da ordem do dia, alegando que a ONU não é o fórum apropriado para abordar as tecnologias emergentes, rejeitando uma “governança centralizada”.
Por outro lado, outros países, como a Indonésia, expressaram sua preocupação com a falta de consenso, enquanto a China abordou as tecnologias emergentes como um tema crucial para o desarmamento e o delegado de Cuba manifestou sua inquietação com a obstrução ao trabalho da Comissão.
Da mesma forma, os representantes do Brasil, Egito, África do Sul, Rússia e Irã também manifestaram seu apoio à agenda atual e alertaram contra supostas manobras processuais para alterar o programa. Diante dessas divergências, a Presidência suspendeu a reunião até o dia seguinte (terça-feira) para dar tempo a mais consultas.
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