Europa Press/Contacto/Predrag Milosavljevic
MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Sérvia, Djuro Macut, rejeitou as acusações da Rússia sobre um suposto envio irregular de armas do país para a Ucrânia e prometeu que, enquanto ele "for membro do Conselho de Segurança Nacional da Sérvia", "não haverá fornecimento de armas de Belgrado" para Kiev.
"O próprio presidente (Alexsandar) Vucic indicou que a exportação de armas e equipamentos militares produzidos em fábricas sérvias está sujeita à aprovação dos ministérios responsáveis, bem como à aprovação do Conselho de Segurança Nacional", disse ele.
Nesse sentido, ele enfatizou que "enquanto eu permanecer nesse conselho, não haverá venda de armas", ressaltou, lembrando que a Sérvia e a Rússia são "dois países unidos por uma amizade e uma parceria estratégica que já dura anos". "Sérvios e russos são povos fraternos que não podem ser separados", acrescentou.
Isso foi em resposta às informações do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia, que indicou que a Sérvia está exportando esses produtos de forma irregular. De acordo com esses documentos, houve um aumento nas exportações de equipamentos militares para a Ucrânia graças a um "esquema de fornecimento indireto" por meio de países da OTAN - especialmente a Bulgária e a República Tcheca - cujas fábricas são responsáveis pela montagem e instalação das peças enviadas.
Isso "permite que a Ucrânia receba equipamentos militares sérvios de forma não oficial". O presidente sérvio, no entanto, qualificou essa informação como imprecisa e pediu que as partes aguardassem as conclusões do grupo de trabalho formado por especialistas de ambos os países.
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