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MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -
O movimento separatista da província canadense de Alberta, no oeste do país e na fronteira com os Estados Unidos, afirmou ter apresentado às autoridades cerca de 302.000 assinaturas a favor da realização de um referendo sobre a independência, após ter ultrapassado o limite de 177.732 assinaturas exigido para tal.
As assinaturas foram entregues pelo responsável pela organização separatista Stay Free Alberta, Mitch Sylvestre, que chegou ao escritório da Elections Alberta, localizado em Edmonton, capital da província, com várias caixas contendo as assinaturas que deverão ser verificadas. Tudo isso com o objetivo de que a referida consulta seja realizada em 19 de outubro deste ano.
“Não acredito que (a primeira-ministra de Alberta) Danielle Smith possa, politicamente falando, ignorar as centenas de milhares de habitantes de Alberta que fizeram fila, inclusive nas noites escuras de janeiro, para ter a oportunidade de votar sobre a independência”, afirmou o advogado do movimento, Jeffrey Rath, em declarações coletadas pela Radio Canada.
No entanto, Smith já havia declarado anteriormente que convocará um referendo provincial sobre a separação, caso sejam alcançadas e verificadas as assinaturas necessárias para a votação que o Stay Free Alberta espera que ocorra em outubro próximo.
Vale lembrar que a questão separatista sobre esta província rica em petróleo, que abriga uma população de cerca de cinco milhões de pessoas, de acordo com o portal Alberta Economic Dashboard, também chamou a atenção da Casa Branca a ponto de, no final de janeiro, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ter instado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeitar a “soberania canadense”, após ter vindo a público um encontro entre funcionários de Washington e representantes separatistas de Alberta.
Sobre esse encontro, Rath se pronunciou na época; após participar do mesmo, ela comemorou, em declarações ao 'Financial Times', que os Estados Unidos estavam “extremamente entusiasmados com uma Alberta livre e independente”. A própria Smith também se pronunciou, adotando uma linha semelhante às palavras de Carney e defendendo que o governo dos Estados Unidos respeitasse a soberania canadense, limitando “o debate sobre o processo democrático de Alberta aos habitantes de Alberta e aos canadenses”.
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