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MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
A senadora paraguaia Celeste Amarilla afirmou nesta terça-feira que, com seus insultos racistas contra o jogador de futebol francês Kylian Mbappé após a partida das oitavas de final da Copa do Mundo entre as duas seleções, ela tentava defender os jogadores paraguaios e criticou o presidente do país, Santiago Peña, por, segundo ela, ter cedido às pressões de seu homólogo francês, Emmanuel Macron.
“Fiz isso pelo Paraguai. Certo ou errado, fiz isso pelo Paraguai”, afirmou a senadora em declarações à imprensa, após justificar seus ataques racistas com base nas expressões que, em sua opinião, Mbappé dirigiu aos jogadores da seleção sul-americana, que ela descreveu como “despropositadas”.
“Não vi ninguém defender os paraguaios”, lamentou ela, insistindo que, em campo, os jogadores franceses também insultaram os jogadores do Paraguai durante a tensa partida das oitavas de final.
De qualquer forma, ela apontou o presidente do país por “cair na armadilha”, ressaltando que foi Emmanuel Macron quem, a pedido do presidente da FIFA, Gianni Infantino, exigiu que Peña intercedesse após suas mensagens.
Embora tenha reconhecido o caráter racista de suas mensagens, e as tenha descrito como um “deslize”, a senadora da oposição contextualizou esses ataques dizendo que pertence a uma geração “em que chamar alguém de ‘negro de merda’ era comum”.
Assim, ela classificou como “discriminatórias” as mensagens que recebeu em resposta do jogador francês, momento em que afirmou ter se sentido “ofendida” e ter “motivo suficiente” para “entrar com uma ação judicial contra ele”. “O que diabos o Mbappé sabe sobre mim? Ele nem sabe onde fica o Paraguai”, destacou.
Anteriormente, Amarilla ressaltou em uma postagem nas redes sociais que escreveu a mensagem quando estava “com o sangue fervendo”. “Logo depois, me arrependi de ter te tratado mal com os mesmos insultos que recebo, porque também sou desprezada por ser morena e latina”, disse ela, ao mesmo tempo em que destacou que “entende” que Mbappé tenha ficado “chateado” com as palavras, que são “humilhantes”.
Nessa mensagem, ela ameaçou “iniciar uma ação judicial por violência de gênero”, após afirmar que não vai tolerar a “violência” do jogador francês. “Você não me conhece, não tem ideia de quem eu sou e não tem o menor direito de dizer que sou uma mulher desprezível, indigna do cargo que ocupo”, retrucou ela.
Nesta terça-feira, o Ministério Público de Paris abriu uma investigação por insultos públicos e incitação ao ódio ou à violência, em decorrência das declarações racistas da política paraguaia, após uma denúncia apresentada pela Federação Francesa de Futebol (FFF).
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