Publicado 19/04/2025 11:25

O senador do PP por Melilla descreve a reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Espanha e do Marrocos como "vergonhosa"

Reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Espanha e do Marrocos, José Manuel Albares e Nasser Bourita.
MINISTERIO DE EXTERIORES DE ESPAÑA

MELILLA 19 abr. (EUROPA PRESS) -

A senadora do Partido Popular (PP) por Melilla, Isabel Moreno, descreveu a reunião na quinta-feira santa em Madri entre os ministros das Relações Exteriores da Espanha e do Marrocos, José Manuel Albares e Nasser Bourita, respectivamente, como "um ato vergonhoso", porque "os interesses nacionais não foram defendidos, nem particularmente os interesses de Ceuta e Melilla".

Em uma declaração à mídia, Isabel Moreno denunciou que o que o governo de Pedro Sánchez fez com o Saara é uma "verdadeira rendição diplomática a Rabat". Ela descreveu esse ato como "uma indignidade histórica desse desgoverno", ressaltando que "isso nos deixa vendidos ao Marrocos".

A deputada nacional enfatizou que a visita de Nasser Bourita a Madri, onde foi recebido com um "tapete vermelho" por Albares, confirma que "este governo desistiu de defender os interesses nacionais". Ela afirmou que o Saara foi "entregue sem condições e sem consenso", o que demonstra uma "mudança radical e autocrática" na política externa.

CONSEQUÊNCIAS PARA MELILLA E CEUTA

De Melilla, a senadora Isabel Moreno expressou sua preocupação, indicando que essa "rendição" teve "consequências desastrosas" para a cidade espanhola no norte da África. Ela destacou que, desde que Sánchez chegou ao poder, a política externa tem sido "irresponsável e errática", o que levou à perda dos "costumes comerciais históricos e seculares" de Melilla.

Moreno acrescentou que o "regime dos viajantes" favorece apenas o Marrocos, o que ele considera "a maior humilhação" e uma prova de quem está no controle da política externa. Ele indicou que a economia local continua a ser "estrangulada" por Rabat, com um governo que permanece "impassível" diante das ofensas aos territórios espanhóis.

A senadora também questionou o que a Espanha recebeu em troca da entrega do Saara, afirmando que "absolutamente nada". Ela lamentou "a falta de respeito às fronteiras" e "a ausência de garantias de integridade territorial", bem como a falta de "reciprocidade" entre os dois reinos.

Por outro lado, Moreno denunciou o fato de que, enquanto o governo continua a "se curvar a Rabat", congressos estão sendo realizados no Marrocos para a "libertação de Ceuta e Melilla" com total impunidade. Ele perguntou: "Onde está a reação diplomática do governo de Sánchez?" e criticou "a falta de defesa de cidades estratégicas".

Do Partido Popular, a senadora exigiu que o governo "reverta sua posição imediatamente" e defenda uma política externa "digna". Ela enfatizou que essa política deve se basear no "respeito à legalidade internacional" e na "proteção dos interesses de todos os espanhóis", especialmente daqueles que vivem em Melilla e Ceuta.

Por fim, Moreno concluiu que o PP tem um compromisso firme e uma sensibilidade especial em relação a essas cidades, que formam a "fronteira sul da Espanha e da Europa" e que, portanto, "merecem atenção especial".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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