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MADRID 18 abr. (EUROPA PRESS) -
O senador democrata pelo estado de Maryland Chris van Hollen viajou a El Salvador para se reunir pessoalmente com Kilmar Ábrego, o homem de origem salvadorenha deportado para o país centro-americano pela administração de Donald Trump após um "erro administrativo" e sob a acusação de pertencer a uma gangue.
Van Hollen, que nos últimos dias solicitou uma reunião com o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, para tratar da situação, publicou agora uma imagem do encontro com Ábrego em suas redes sociais. "Eu disse que meu principal objetivo nesta viagem (a El Salvador) era me reunir com Kilmar. Esta noite tive a oportunidade", disse ele.
No entanto, o senador não forneceu mais detalhes sobre seu encontro com Ábrego, limitando-se a informar que conversou com a esposa do homem deportado e que, ao retornar aos Estados Unidos, planeja fornecer uma "atualização completa" sobre a situação.
Ábrego foi deportado em meados de março como parte das políticas promovidas por Trump para expulsar migrantes ilegais do país, embora, nesse caso, o cidadão salvadorenho tenha desfrutado do status de proteção temporária concedido por um juiz em 2019 após deixar seu país de origem fugindo da violência.
A juíza federal Paula Xinis ordenou sua repatriação, embora o governo Trump tenha recorrido à Suprema Corte para bloquear a decisão. No entanto, a mais alta corte dos EUA respondeu que o governo deveria "facilitar" o retorno de Abrego, mas sem emitir nenhuma ordem específica.
Agora, tanto as autoridades dos EUA quanto o próprio Bukele rejeitaram a possibilidade de retorno de Ábrego ao território americano. Por um lado, o salvadorenho se recusa a libertar o que ele considera ser um "criminoso", enquanto Washington diz não ter autoridade para fazê-lo.
As organizações de direitos civis questionaram a falta de garantias ou diretamente a legalidade dessas deportações em massa promovidas por Trump, especialmente depois que um juiz federal ordenou a suspensão das mesmas, alegando que a aplicação da Lei de Inimigos Estrangeiros, que remonta ao final do século XVIII, era inadequada.
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