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MADRID 30 out. (EUROPA PRESS) -
A reforma judicial promovida na Itália pelo governo de Giorgia Meloni passou por seu último procedimento parlamentar nesta quinta-feira com a aprovação do Senado, a Câmara Alta, embora a introdução dessas mudanças na Constituição precise agora ser endossada pelos cidadãos por meio de um referendo em 2026.
O governo de coalizão foi aprovado na última etapa no Senado com 112 votos a favor, 59 contra e nove abstenções. "Hoje, com a aprovação na quarta e última leitura da reforma constitucional da justiça, estamos dando um passo importante em direção a um sistema mais eficiente, equilibrado e voltado para o cidadão", disse Meloni, comemorando nas mídias sociais o que ele descreveu como "um marco histórico".
"Agora, os cidadãos terão uma palavra a dizer", acrescentou o primeiro-ministro, que mais uma vez defendeu a proposta polêmica, argumentando que "uma Itália mais justa é também uma Itália mais forte". Não é à toa que essa é uma das principais medidas do atual governo, compartilhado por três partidos conservadores.
A reforma estabelece uma separação entre as carreiras de juízes e promotores e envolve o Parlamento na nomeação dos membros dos órgãos de direção do Judiciário, em detrimento do papel atualmente ocupado pelas principais correntes ideológicas, entre outras modificações.
Após a votação, o líder da Liga, Matteo Salvini, defendeu deixar "a política e as correntes fora dos tribunais" e ressaltou que, com essas mudanças, o governo está mostrando que cumpre suas promessas. "Agora vamos nos preparar para vencer o referendo", acrescentou.
Por outro lado, a oposição, liderada pelo Partido Democrático e pelo Movimento 5 Estrelas, ergueu faixas durante o debate nas quais protestava contra os "plenos poderes" que, segundo eles, o governo pretende ter sobre o sistema judiciário.
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