Carlos Luján - Europa Press - Arquivo
MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -
A Mesa do Senado, na qual o PP tem maioria, decidiu nesta terça-feira acabar com os pagamentos em dinheiro recebidos por funcionários públicos e senadores para despesas em viagens de delegações internacionais, após a polêmica sobre o relatório da Unidade Operacional Central (UCO) da Guardia Civil que descobriu envelopes de dinheiro para o ex-ministro José Luis Ábalos.
Conforme relatado à Europa Press por fontes parlamentares, a partir de agora, o pagamento das ajudas de custo para viagens oficiais a que os senadores e funcionários têm direito será feito por meio de transferência bancária, já que, atualmente, "essa se tornou a forma usual de fazer qualquer pagamento".
Até agora, os pagamentos de diárias eram feitos em dinheiro, a fim de "facilitar" a disponibilidade de fundos para senadores e funcionários públicos para cobrir os custos de viagens oficiais imediatamente e sempre antes da viagem.
O Senado afirma que sempre fez esses pagamentos em dinheiro "de forma totalmente transparente" e de acordo com as normas que regem o exercício da despesa: "para cada pagamento, é elaborado um arquivo econômico prévio, no qual são registrados todos os elementos relevantes do pagamento (destinatário, conceito, dias da viagem, valor, etc.), e o pagamento material em dinheiro é o ato final desse arquivo".
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