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MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O Senado dos Estados Unidos evitou repreender pela segunda vez o governo de Donald Trump pela guerra contra o Irã e exigir a retirada das forças americanas, após os esforços dos líderes republicanos para convencer dois de seus colegas de que aprovar a resolução em questão prejudicaria as negociações para pôr fim ao conflito.
Com 47 votos a favor, 50 contra e um “presente”, a Câmara rejeitou a aprovação de uma resolução que reafirmaria seu poder de declarar guerra e ordenaria a Trump “retirar as Forças Armadas dos Estados Unidos das hostilidades dentro do Irã ou contra o Irã, a menos que estejam explicitamente autorizadas por uma declaração de guerra ou uma autorização específica para o uso da força militar”.
Uma das vozes republicanas que a liderança do partido precisou convencer foi a do senador Rand Paul, um dos que, em ocasiões anteriores, se uniu às fileiras democratas para tentar aprovar esse tipo de medida.
Por outro lado, nesta ocasião, ele preferiu dar a Trump “mais margem de manobra para negociar uma paz duradoura”, depois que o ocupante da Casa Branca lhe pediu “que reconsiderasse sua postura nas negociações”, conforme explicou em declarações divulgadas pelo site de notícias The Hill.
Da mesma forma, o também senador republicano Bill Cassidy, que contribuiu para a apresentação inicial da resolução agora rejeitada, atribuiu sua mudança de postura a uma reunião “exaustiva” na Casa Branca sobre a guerra com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o enviado especial Steve Witkoff.
Após a rejeição dessa resolução, Donald Trump comemorou a recusa em aprovar o texto, citando especificamente Rand Paul e Bill Cassidy. “Essa votação coloca o Irã em alerta”, afirmou.
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