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MADRID 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O Senado dos Estados Unidos rejeitou uma nova moção apresentada pelos democratas com o objetivo de conter a ofensiva lançada contra o Irã em uma votação que terminou com 47 votos a favor e 53 contra, pelo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continuará a fazer uso da força militar no Oriente Médio sem a aprovação do Congresso.
A medida, impulsionada pelo senador Chris Murphy (democrata por Connecticut), buscava bloquear exatamente isso. Rand Paul foi o único republicano a apoiar a medida, enquanto o democrata John Fetterman, firme defensor de Israel, rompeu a disciplina partidária e votou contra, segundo informações do jornal 'The Hill'.
O resultado é semelhante ao de uma votação realizada há menos de uma semana, quando os senadores também se pronunciaram sobre uma medida semelhante, que buscava restringir ataques contra o Irã, a Venezuela ou Cuba e que também não foi aprovada.
“É nossa única oportunidade de debater sobre a guerra, o que é trágico”, afirmou Murphy durante uma coletiva de imprensa. “Precisamos fazer com que os republicanos percebam. Esta guerra não está se tornando mais popular com o passar do tempo”, acrescentou.
Os democratas têm utilizado repetidamente resoluções sobre o uso dos poderes do Estado para desencadear guerras, numa tentativa de impedir que Trump ataque outros países, mas os republicanos, em sua maioria, têm apoiado o presidente, sem que nenhuma legislação a esse respeito tenha sido aprovada.
Os democratas apresentaram pelo menos três resoluções diferentes que ordenam ao governo que retire o uso das forças americanas ao atacar países como o Irã, o que obrigou os republicanos a debater essas questões e votar sobre elas.
Trump manifestou esta semana seu desejo de pôr fim à guerra no Irã diante da enorme pressão causada pelo aumento dos preços da energia e pelos alarmes sobre uma recessão econômica mundial. Ao mesmo tempo, tudo indica que milhares de soldados adicionais estão a caminho do Oriente Médio, o que sugere que Trump poderia estar ponderando a ideia de uma incursão terrestre para tomar a ilha iraniana de Kharg, um importante centro de exportação de petróleo.
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