Europa Press/Contacto/Mehmet Eser
Os promotores da medida lembram que o Congresso tem o poder "exclusivo" de declarar guerra.
MADRID, 9 out. (EUROPA PRESS) -
O Senado dos EUA rejeitou na quarta-feira uma medida para interromper os ataques ordenados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra navios na costa da Venezuela que supostamente transportam drogas.
A resolução, apresentada pelos senadores democratas Adam Schiff, da Califórnia, e Tim Kaine, da Virgínia, foi derrotada com 51 votos republicanos contra 48 da bancada democrata. Os republicanos Rand Paul, do Kentucky, e Lisa Murkowski, do Alasca, apoiaram a iniciativa, enquanto John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único democrata a votar contra o projeto de lei que visa acabar com os ataques não autorizados do Congresso em defesa de sua capacidade "exclusiva" de declarar guerra.
"Estamos aqui hoje para pedir aos nossos colegas que se juntem a nós nesta votação apartidária, nesta afirmação da autoridade do Congresso para declarar guerra ou se recusar a declarar guerra, para autorizar a força ou se recusar a autorizar a força", disse Schiff em uma sessão relatada pelo The Hill, na qual argumentou que o projeto de lei "não afeta a capacidade dos Estados Unidos de atacar grupos terroristas cobertos pelas autorizações existentes do Congresso para usar a força militar".
Na semana passada, o ocupante da Casa Branca declarou que os EUA "estão em um conflito armado não internacional com essas organizações terroristas designadas", em referência aos cartéis de drogas considerados como tal por Washington, fornecendo assim uma justificativa legal para os ataques realizados desde setembro contra embarcações no Caribe.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático