Europa Press/Contacto/Luis Barron - Arquivo
MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O Senado do México aprovou nesta sexta-feira a reforma constitucional que permite a anulação das eleições nas quais se comprove interferência estrangeira, um dia após ter recebido o aval da Câmara dos Deputados. A lei seguirá agora para as legislaturas estaduais para dar continuidade ao seu tramitação.
O texto contou com o apoio dos 85 senadores do Morena e de seus parceiros de governo, em meio às críticas da oposição pela suposta censura que o partido no poder pretende impor à mídia nacional e estrangeira para que não informem quando ocorrerem irregularidades no processo.
Nesse sentido, o senador do Movimento Cidadão, Luis Donaldo Colosio, criticou o fato de que, nessa reforma, não se faz alusão em nenhum momento ao crime organizado, que sim “é a interferência que silencia vozes, derruba candidaturas e define o mapa político de comunidades inteiras à força de tiros”, informa o jornal “El Universal”.
O autor da iniciativa, Ricardo Monreal, por outro lado, já havia sinalizado na véspera que se opor a ela é estar a favor de uma intervenção militar estrangeira no México ou de receber financiamento de governos estrangeiros para vencer as eleições.
Esta reforma do artigo 41 da Constituição estabelece a possibilidade de anular as eleições, tanto federais quanto estaduais, realizadas no país, caso se comprove a intervenção ou interferência de agentes estrangeiros, sejam eles pessoas físicas, entidades políticas ou organizações de outro tipo.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou nesta quinta-feira a aprovação dessa nova revisão da Constituição e alertou que as próximas eleições de 2027 correm o risco de sofrer interferência estrangeira.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático