Publicado 30/04/2026 01:50

O Senado do Brasil rejeita a candidatura de Jorge Messias, indicado por Lula, ao Supremo Tribunal Federal

Archivo - Arquivo - O chefe da Procuradoria-Geral da União do Brasil, Jorge Messias (à esquerda), ao lado do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (à direita)
JORGE MESSIAS EN X - Arquivo

MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -

O Senado brasileiro rejeitou nesta quarta-feira a indicação do procurador-geral do Governo, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, em um duro golpe para o governo presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro presidente em mais de 130 anos a ver o Congresso rejeitar uma de suas indicações para juiz do Supremo.

Com 42 votos contra e 31 a favor, segundo a agência de notícias Brasil, a indicação de Messias foi rejeitada pela Câmara Alta, onde o advogado precisava obter pelo menos 41 votos favoráveis dos 81 senadores no total. Dessa forma, sua candidatura foi arquivada em um evento que não se via no país desde 1894.

A votação, que durou pouco mais de sete minutos, foi recebida com comemorações na oposição, descontentamento na coalizão governista e surpresa generalizada por um desfecho muito diferente do previsto pelo relator da proposta de Messias na Comissão de Constituição e Justiça, Weverton Rocha (do Partido Democrático Trabalhista), que chegou a estimar entre 45 e 48 os votos a favor que o jurista receberia.

Após sua derrota, o titular da Procuradoria-Geral da União (AGU) — que representa o Governo federal (a União) nos âmbitos judicial e extrajudicial e defende os interesses do Executivo — aceitou o resultado:

“Não é fácil para alguém com minha trajetória passar por uma rejeição, mas aprendi que minha vida está nas mãos de Deus. Lutei a boa batalha como todo cristão”, afirmou, admitindo que “a vida é assim, dias de vitórias e derrotas”, e ressaltando que “o plenário é soberano”. “Agradeço os votos que recebi; faz parte do processo saber ganhar e perder”, concluiu, segundo o jornal ‘Folha’.

Sua indicação, anunciada por Lula há quase cinco meses, havia sido aprovada pela referida comissão parlamentar com 16 votos a favor e 11 contra, pelo que se previa que ocupasse a vaga deixada pela aposentadoria antecipada do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

Sua derrota foi apoiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre — da conservadora União Brasil —, que defendia a eleição de seu aliado Rodrigo Pacheco e tentou dificultar a aprovação do procurador-geral da União como juiz do Supremo. As intenções de Alcolumbre acabaram gerando um atrito entre a Câmara Alta e o presidente da República, que, em oposição ao chefe do Senado, insistiu na nomeação de Jorge Messias, responsável pela AGU, assessor presidencial no último ano do governo de Dilma Rousseff (2011-2016) e ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) do próprio Lula.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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