Publicado 05/03/2026 01:59

O Senado brasileiro ratifica o acordo comercial UE-Mercosul

Archivo - Arquivo - 18 de janeiro de 2026, Bruxelas, Bélgica: Bonecos de palha fotografados durante uma manifestação dos agricultores para exigir medidas de apoio ao setor agrícola, no domingo, 18 de janeiro de 2026, perto do Atomium, em Bruxelas. Os agri
Europa Press/Contacto/Emile Windal - Arquivo

MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O Senado brasileiro aprovou nesta quarta-feira o acordo entre a União Europeia e o bloco comercial do Mercosul (formado por Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina), ratificando assim um compromisso que a Câmara dos Deputados aprovou uma semana antes e que também foi confirmado por Buenos Aires e Montevidéu, mas não por Assunção nem por Bruxelas, que, no entanto, anunciou que iniciará o processo para a aplicação provisória do acordo de livre comércio. Faltando apenas que o presidente do Congresso brasileiro, Davi Alcolumbre, promulgue o acordo, este terá concluído as etapas necessárias nas instituições brasileiras para que os termos do tratado entrem em vigor.

O compromisso, que estabelece uma zona de livre comércio com mais de 720 milhões de habitantes, implica uma redução tarifária no Mercosul sobre os produtos da UE de 91% em 15 anos e uma redução de 95% em 12 anos nas taxas impostas por Bruxelas às importações do bloco sul-americano.

Paralelamente, o governo brasileiro publicou um decreto que regulamenta as salvaguardas, instrumentos que, dentro do acordo, prevêem mecanismos para proteger os produtores nacionais, conforme descrito no documento, divulgado pela Agência Brasil.

De acordo com o decreto assinado pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, essas medidas poderão ser aplicadas quando as importações de um produto sujeito a condições preferenciais, como resultado de um acordo, aumentarem em quantidade e em condições que causem ou ameacem causar danos graves à indústria nacional, e serão transferíveis tanto para o setor industrial quanto para o agrícola.

O documento divulgado pelo Executivo destaca ainda que a ativação de uma salvaguarda, uma decisão que caberá à Câmara de Comércio Exterior, poderá implicar a suspensão dos descontos tarifários negociados no acordo. Da mesma forma, a indústria brasileira poderá solicitar investigações sobre salvaguardas bilaterais e, em circunstâncias excepcionais, a Secretaria de Comércio Exterior também poderá fazê-lo.

Dessa forma, o Brasil se juntou à Argentina e ao Uruguai entre os países do Mercosul que ratificaram o acordo, enquanto apenas faltaria o Paraguai para completar o lado latino-americano de um compromisso que, do lado europeu, ainda não foi confirmado, embora a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tenha anunciado na semana passada o início do processo para sua aplicação provisória.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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